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A crise hídrica castiga a Bahia de ponta a ponta

São seis anos consecutivos de chuvas poucas | Adilton Venegeroles | Ag. A TARDE

É consenso: a Bahia nunca viveu em tempos recentes uma crise hídrica como a atual. São seis anos consecutivos de chuvas poucas, Resulta que, de ponta a ponta do estado, a começar pelo grande São Francisco, até as barragens que estão no volume morto ou bem na beirinha, a um passo de chegar lá.

Tanhaçu, na região de Brumado, está com sérios problemas de abastecimento. A Barragem de Pedras Altas, em Capim Grosso, que abastece 22 municípios, só tem água para mais 60 dias, alerta já dado pelo presidente da Companhia Ambiental de Recursos Hídricos da Bahia (Cerb), Marcus Vinicius.

Evilásio Fraga, presidente do Comitê da Bacia do Paraguaçu e coordenador do agropolo de Mucugê e Ibicoara, grande produtor de batata do país, responsável por 55% do Nordeste com água da Barragem do Apertado, diz que estudos mostram que a crise é cíclica e que a atual exibe outro problema, a falta de habilidade do governo para fazer a gestão:

- Lógico que não é a mesma coisa que quando os rios estão cheios. Nós percebemos a crise desde 2012 e manejamos para segurar água. E agora o governo libera para gente que nunca se preocupou com isso.

No topo - Evilásio pontua que Salvador não corre risco, pelo menos no que depende de água. Pedra do Cavalo garante:

- Só se a Embasa não tiver condições de levar a água, mas água tem. Aliás, Salvador é a capital do Brasil de maior segurança hídrica. Não vejo nada parecido.

Ponto Novo e Pedras Altas - O governo está em vias de iniciar as obras da adutora que interliga as barragens de Ponto Novo e Pedras Altas, uma distância de 42 kms. Segundo Marcus Vinicius, da Cerb, a ideia é fazer um sistema de mão e contramão, com uma sempre podendo auxiliar a outra, a depender de onde tem água.



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