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Caso Telexfree: Brumadense preso com milhões de dólares em colchão se declara culpado nos EUA

Foto: Reprodução

O brumadense Cleber Rene Rizerio Rocha, cuja a prisão levou as autoridades a descobrirem 17 milhões de dólares escondidos dentro de um colchão, se declarou culpado em uma audiência realizada no último dia 11 de outubro em Massachusetts/EUA. Rocha enfrenta acusações de lavagem de dinheiro em um dos maiores esquemas de pirâmide financeira no mundo, a TelexFree. Os promotores alegam que Cleber tentou ajudar o, também brasileiro, Carlos Wanzeler também integrante da TelexFree, a recuperar milhões de dólares deixado para trás quando fugiu para o Brasil. Rocha, que enfrenta acusações de conspiração e lavagem de dinheiro, ficou detido sem direito a fiança desde a sua prisão, em janeiro. O advogado de defesa não quis comentar o assunto.  A prisão de Rocha é fruto de uma investigação sobre a TelexFree, uma empresa com sede em Marlborough (MA), que vendia serviços de telefonia VOIP e foi fundada pelo americano James Merrill e o brasileiro Carlos Wanzeler. Os promotores afirmam que a TelexFree funcionava como um esquema de pirâmide financeira, e quase não lucrava com as vendas do sistema de telefonia, mas arrecadou milhões de dólares de milhares de pessoas que eram recrutadas sob a promessa de que ganhariam muito mais com o investimento. Em 2014 a empresa entrou em colapso, gerando mais de 3 bilhões de dólares em prejuízos para quase dois milhões de pessoas em todo o mundo. Em 2015, Leonardo Casula Francisco, seu sobrinho, pediu para uma pessoa que se tornou testemunha cooperante, para ajudar a transferir dinheiro escondido para fora dos Estados Unidos, relata a acusação. Com o acordo alguém seria enviado aos Estados Unidos para entregar o dinheiro em à testemunha, que o enviaria para contas em Hong Kong e depois seria transferido para o Brasil. Em dezembro, Casula enviou Rocha aos Estados Unidos para entregar dinheiro à testemunha, disse uma acusação. Os promotores relataram que, após uma reunião em 4 de janeiro, em um estacionamento, o brumadense deu a testemunha a quantia de $2,2 milhões, em uma mala. Agentes federais seguiram Cleber até um complexo de apartamentos em Westborough (MA), onde o prenderam. Depois que Rocha foi preso, ele ajudou os agentes a localizar, em seu apartamento, a quantia de $17 milhões escondidos sob um colchão. Ainda não ficou definida a data da próxima audiência e o fato de ele cooperar com a Justiça poderá atenuar a sua pena. 



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