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Quadrilhas de roubo de gado aterrorizam o Recôncavo baiano

(Foto: Evandro Veiga/Arquivo CORREIO)

Criadores de gado do Recôncavo baiano estão amedrontados com o furto de gado praticado por quadrilhas que vêm aterrorizando a região. Segundo os fazendeiros, os ataques têm intensificado nos últimos dois meses, quando pelo menos 300 animais foram levados pelos bandidos. Esse tipo de crime tem até um nome: abigeato. A Polícia Civil informou que os ataques têm se concentrado na zona rural das cidades de Santo Amaro, São Sebastião do Passé e Terra Nova, e há registros também em Amélia Rodrigues e Teodoro Sampaio. A Bahia, segundo a Pesquisa da Produção da Pecuária Municipal (PPM) 2016, divulgada no último dia 28 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), possui o nono maior rebanho do Brasil, com 10.336.291 cabeças de gado. Os dados apontam redução do rebanho baiano, já que em 2015 era de 10.758.372 e em julho deste ano a Secretaria estadual da Agricultura (Seagri) registrou 9.910.933 cabeças de gado, durante a campanha de vacinação contra a febre aftosa. Já no Brasil, o rebanho aumentou, saindo de 215.220.508, em 2015, para 218.225.177, em 2016. A Secretaria estadual da Segurança Pública (SSP) informou que as delegacias das cidades onde há registro de casos já estão trabalhando em conjunto na investigação dos furtos de animais, e que algumas quadrilhas já foram identificadas. A onda de roubos de gado não aflige apenas os produtores rurais do Recôncavo. É o que garante o assessor jurídico da Faeb, Carlos Bahia, que acompanha o setor há mais de duas décadas. “Sabemos que na Bahia, desde o início do ano, o problema se agravou e já ocorreu em propriedades de todas as regiões, alcançando milhares de cabeças de gado, sendo que os roubos e furtos se dão também com relação a insumos agrícolas, máquinas, implementos”, cita.  De acordo com a entidade, as cidades onde têm ocorrido maior incidência de abigeato (roubo de gado) são Feira de Santana, Antonio Cardoso, Tanquinho, Iaçu e Marcionilio Souza (no Centro Norte do estado), Riachão do Jacuípe, Rio Real, Barrocas, Biritinga (no Nordeste), Caetité (Sudoeste), Iramaia (Chapada Diamantina), além de praticamente todos os municípios do Sul, incluindo Itaju do Colônia e Itapetinga. Nestas duas cidades, além dos contumazes abigeatários, os fazendeiros disseram suspeitar do furto de gado por parte de índios, que invadiram 27 fazendas entre os dias 23 e 30 do mês passado. Uma das propriedades invadidas pertence à família do ex-ministro Geddel Vieira Lima – a família entrou com um pedido de reintegração de posse. A polícia vai investigar as denúncias de roubo de animais. Segundo Carlos Bahia, a CNA, sindicatos de produtores e a própria Faeb estão desenvolvendo um levantamento, a nível nacional, para se chegar a um diagnóstico preciso do número de propriedades e produtores que tiveram animais roubados, entre outros dados que podem ajudar no controle das ocorrências. A Faeb, inclusive, tem um setor que recebe denúncias, que podem ser feitas pessoalmente (na sede da empresa, na Rua Pedro Rodrigues Bandeira, 143, Comércio) ou no telefone 71 3415-7100.



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