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Kriptacoin: Cuidado com essa moeda virtual falsa

(Imagem: Reprodução)

Dois carros de luxo – uma Ferrari avaliada em R$ 1,2 milhão e um Porsche avaliado em R$ 700 mil – foram apreendidos por policiais civis do Distrito Federal que investigam um esquema de pirâmide financeira envolvendo uma falsa moeda virtual, batizada de Kriptacoin. Desde o dia 21 de setembro, quando a corporação desarticulou a organização criminosa, 11 detidas foram presas. Uma delas conseguiu converter a prisão preventiva em domiciliar nesta sexta (29).O Ministério Público denunciou à Justiça, nesta quinta-feira (28), 16 pessoas suspeitas de vender a moeda falsa no DF e em Goiânia. Além dos 11 presos e 2 foragidos que já tinham sido indiciados pela Polícia Civil, outras três pessoas foram denunciadas pela Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos do Consumidor. Entre eles estão dois ex-advogados da empresa, que negam envolvimento. Dos 16, 13 pessoas vão responder pelos crimes de organização criminosa, falsificação de documentos e criação de pirâmide financeira. Outros três suspeitos foram denunciados por obstrução de Justiça e lavagem de dinheiro. Policiais apuraram que o esquema movimentou R$ 250 milhões a partir de investimentos de cerca de 40 mil vítimas na moeda. A operação foi batizada de Patrik. Além da Wall Street Corporate, que gerenciava o negócio, duas empresas também foram alvo da operação. De acordo com as investigações, o esquema começou a ser articulado no final do ano passado e se consolidou no DF em janeiro de 2017. Os integrantes da organização se passavam por executivos e prometiam altos rendimentos com o negócio, com ganho de 1% ao dia sobre uma moeda virtual falsa – o resgate do saldo só poderia ser feito após um ano. Para dar um ar de legalidade, eles marcavam reuniões, faziam anúncios em outdoors e propagandas, tanto na internet quanto na televisão, além de tirar fotos com cantores famosos. Quanto mais investidores fossem recrutados para participar do negócio, a promessa de ganhos aumentava, com bônus de 10% por pessoa cooptada. Assim, o lucro crescia proporcionalmente à quantidade de aplicações feitas na cadeia, mas era tudo um golpe. Segundo a polícia, uma das vítimas disse que aplicou quase R$ 200 mil sem retorno e, ao tentar resgatar os valores aplicados, foi ameaçada pelos "executivos" da falsa empresa. As apurações também revelaram que o esquema funcionava com divisão de tarefas e que contava com falsificadores de documentos. Além disso, as três empresas que vendiam o serviço, alvo da operação, estão em nomes de "laranjas", cujo o patrimônio declarado não condiz com as movimentações financeiras. A polícia descobriu, ainda, uma lista com cerca de 20 nomes falsos que eram utilizados pela quadrilha. As aplicações eram feitas pela internet por meio de uma plataforma digital, mas os depósitos eram feitos em contas correntes.



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