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Dia Do Meio Ambiente: Qual futuro queremos?

(Iustração)

A preocupação com os limites ambientais é funtamental para a preservação e continuidade dos ecossistemas do planeta. Mas para que isso aconteça é preciso que as pessoas compreendam as consequências que há para a humanidade quando extraem os recursos naturais sob o risco de ultrapassar o seu limite.  A superexploração continuada é um fenômeno presente em diversas regiões do mundo, acabando com reservas naturais de água, florestas, minerais. As consequências disso são imensuráveis e tendem a gerar um prejuízo irreparável para a população, principalmente por se tratar de recursos finitos e que cada vez mais estão ficando escassos. Exemplos de tendências inexoráveis incluem as mudanças climáticas, a destruição do ozônio atmosférico, a acidificação oceânica, interferências no ciclo do fósforo e do nitrogênio, perda da biodiversidade, impossibilidades para o uso do solo e da água e a poluição química. Tudo isso com efeito direto e constante sobre a qualidade de vida da população. O crescimento do consumo energético ao longo da evolução estrutural das comunidades urbanas trouxe à tona o debate sobre as considerações significativas acerca da capacidade adaptativa da atmosfera e sobre o suprimento das demandas individuais e de cada país.  Pois durante muito tempo houve uma preocupação apenas com a produção econômica, sem os devidos cuidados e atenção com a preservação ou resiliência dos recursos naturais. Além disso, o desenvolvimento econômico também não foi reflexo de progresso social, ou seja, os benefícios do crescimento econômico, em sua grande parte, não foram compartilhados com os mais pobres. Por isso é preciso haver uma combinação entre os limites máximos planetários e os limites mínimos sociais, ou seja, um teto ambiental e um piso social. Hoje em dia, o conceito de desenvolvimento econômico deve ser concebido a partir do bem-estar humano sustentável, mas o que acontece é justamente o contrário. Os países ricos são os que consomem a maior quantidade da energia mundial e não estão preocupados em assegurar a resiliência desses recursos energéticos finitos. Quanto ao consumo populacional, a minoria rica mundial se apropria de quase 80% dos recursos naturais utilizados no planeta. Sendo assim, é necessário um reequilíbrio na demanda para que haja um equilíbrio na disponibilidade produtiva e um desenvolvimento econômico preocupado com o declínio ecológico e a disparidade social. Os países precisam investir em energias renováveis, na implementação de tecnologias que otimizem o uso da água, do solo e do ar, na aplicação de leis ambientais mais rígidas e na fiscalização do seu cumprimento e realização de campanhas de conscientização da população para o uso dos recursos naturais. Está cada vez mais caro e difícil o acesso aos recursos não renováveis. Portanto, ou há uma grande mobilização mundial para que essa realidade comece a ser modificada ou as populações futuras sofrerão as conseqüências da nossa atual superexploração.  O debate sobre essas questões traz o empoderamento das pessoas para que cobrem alternativas possíveis dos formuladores de políticas públicas, fornecendo e disponibilizando um painel de controle mais amplo para que possamos prosperar num espaço social seguro e justo.   


Danillo Assunção é coordenador geral do Sindae,secretário de Meio Ambiente da CUT-BA, especialista em Comunicação (UFBA),Graduando em Engenharia Sanitária e Ambiental (UFBA).

 



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