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Duelo de gigantes no Brumadense 2017: Magnesita quebra invencibilidade do favorito Umburanas

Foto: Luciano Santos l 97News

Magnesita e Umburanas fizeram o primeiro jogo da final no Campeonato Brumadense de Futebol no último sábado (26), no Estádio Gilberto Cardoso, o Gilbertão, em Brumado. Em um duelo de gigantes, dois clubes que este ano fizeram grandes partidas, em campo, o Umburanas campeão no ano passado começou dominando o jogo com mais posse de bola, criando várias oportunidades, mas quando chegava na zaga do adversário encontrava um paredão. A defesa do Magnesita fechou a grande área, sem contar com as belas defesas do goleiro Raí. Essa foi a primeira derrota do Umburanas, que era o então favorito na competição.

 

Foto: Luciano Santos l 97News

Já o time dos operários, o grande Magnesita, acabou explorando as oportunidades - coisa que o Umburanas não fez nas oportunidades. Com um ataque de velocidade e agilidade, o Magnesita aproveitou bem as jogadas e em cobrança de falta, marcou o único gol da partida. No segundo tempo, o jogador Kaka, uma das revelações do campeonato, acabou se contundindo aos 21 minutos do segundo tempo, fazendo com que o time dos operários terminasse o jogo no 1x0. Com este resultado, no jogo do próximo sábado, dia 1º, o Magnesita está a um passo de conquistar mais um título na história do time, mas desta vez no Brumadense 2017.



Brumado: Cerca de 120 motocicletas foram retiradas da sede da 20ª Coorpin

O número de veículos apreendidos que estão no pátio da DTP vem diminuindo com as diversas retiradas (Foto: Luciano Santos | 97NEWS)

As diversas solicitações de moradores e da população em geral relativa ao grande número de veículos apreendidos, os quais estavam se "amontoando" no pátio da 20ª Coorpin de Brumado começaram a ser atendidas pelo Poder Judiciário, que, em parceria com a Polícia Civil estão fazendo as sistemáticas retiradas. Na manhã desta segunda-feira (28), mais uma etapa deste processo foi realizado, onde cerca de 120 motocicletas que foram apreendidas e estavam na área da delegacia foram encaminhadas para o pátio da 18ª Ciretran de Brumado. Segundo o coordenador, o delegado Leonardo Rabelo, as motos estão sendo transferidas para limpar a parte interna do complexo, criando assim um ambiente melhor para a unidade. Rabelo ainda ressalta que mesmo com muitos leilões, ainda existem muitos veículos ainda dentro da 20ª Coorpin e na parte externa, os quais estão estacionados na rua em frente à delegacia, os quais deverão em breve ser retirados. 

As motocicletas foram levadas para o pátio da 18ª Ciretran (Foto: Luciano Santos | 97NEWS)


Quinta-feira com tempo nublado, garoa e mínima de 15 graus

Foto: Luciano Santos l 97News

A quinta-feira (24) começou na capital do minério com tempo nublado e temperatura entre 15 e 28 graus. A previsão é de tempo nublado e garoa no período da manhã e à tarde. A mínima é de 15 graus e a máxima é de 28 graus. Na Sexta-feira (25), o dia terá períodos de céu nublado. A temperatura fica entre 15 e 27 graus, não chove. No sábado (26) e no domingo (27), a previsão é de sol com algumas nuvens, sem chuva. Os termômetros devem ficar entre 17 a 29 graus. Na manhã desta quinta a "Serra das Éguas" ficou encoberta com a garoa que caiu no local, cobrindo boa parte das torres de TV´s, Rádio e telefonia que ficam na serra.



Brumado: MP instaura Inquérito Civil Público para apurar possíveis irregularidades no Concurso Público e no REDA

O Ministério Público em Brumado vem tendo uma atuação cada vez mais dinâmica na defesa dos interesses coletivos (Foto: Daniel Simurro | 97NEWS)

Com uma atuação cada vez mais dinâmica, o Ministério Público Estadual que serve a Comarca de Brumado, vem realizando um trabalho muito representativo, o qual vem buscando, de forma incessante, a correta aplicação das verbas públicas e dos procedimentos administrativos das gestões dos municípios de Aracatu, Brumado e Malhada de Pedras que compreendem a sua circunscrição. Em mais uma dessas ações, o MP, desta feita acatando denúncia apresentada pela AUCIB - Auditória Pública Cidadã Baiana, a qual foi veiculada em matéria do 97NEWS, resolveu instaurar Inquérito Civil Público para apurar possíveis irregularidades que foram expostas na denúncia apresentada. Segundo a Portaria nº 30/2017, podem existir indícios de violação ao princípio do concurso público, o que, caso fique comprovado, se configura como um ato de improbidade administrativa. A Prefeitura Municipal de Brumado foi comunicada na última segunda-feira (21) e terá o prazo de 72 horas para apresentar as suas justificativas e alegações. Uma audiência também foi marcada para o próximo dia 29 de agosto para que a questão seja resolvida de forma extrajudicial. O que chamou a atenção do Ministério Público é que atualmente a administração "Educar para Libertar" possui em seus quadros 489 servidores contratados, inclusive para funções permanentes, quando a determinação seria apenas para necessidades temporárias de excepcional interesse público. Outro fato que chamou a atenção da promotoria é que o referido concurso público será realizado concomitantemente com um processo seletivo (REDA), o qual oferecerá, em alguns casos, os mesmos cargos que o concurso, sendo que o salário seria maior. Diante disso, as explicações do Poder Executivo deverão ser explanadas e, caso não sejam convincentes, existe a possibilidade de anulação dos certames. Esta foi mais uma ação de autoria da AUCIB que mostra que a entidade está constantemente atenta aos processos administrativos que são realizados tanto na Administração Municipal como na Casa Legislativa de Brumado. Confira abaixo a Portaria do MP na íntegra: 



Brumado: Coletiva de imprensa irá tratar do bloqueio até o momento dos repasses da SUDESB aos clubes; ação no MP é cogitada

Os diretores dos clubes prometem endurecer a situação (Fotos: 97NEWS Conteúdo )

A queda-de-braços entre a Administração Municipal e a LBF - Liga Brumadense de Futebol que ganhou a mídia e ficou conhecida como o "Duelo",  a qual envolveu o presidente Emanoel Araújo Lima e o prefeito Eduardo Vasconcelos que foram para o confronto, inclusive no campo pessoal, ganhará mais um episódio, já que, foi marcada para às 18h30m desta terça-feira (22), um coletiva de imprensa, onde os diretores dos clubes que participam do Campeonato Brumadense de Futebol 2017 irão expressar a sua insatisfação contra o bloqueio por parte da prefeitura municipal, pelo menos até o momento, das verbas da SUDESB, que teriam como destinação justamente os clubes locais. Na oportunidade também serão discutida a possibilidade do ingresso no Ministério Público de uma ação contra o município para que as verbas sejam liberadas. A insatisfação é cada vez maior por parte dos diretores dos clubes, o que promete um clima quente para a reunião.



Como saber se uma notícia é falsa?

(Imagem: Reprodução)

Jornalistas literalmente “fabricam” notícias. Não acham a notícia por aí. Não publicam uma transcrição da realidade. Por mais que se esforcem, não dão uma cópia da realidade — mas a realidade emoldurada, a realidade realçada, a realidade reconfigurada por ser exposta em uma página ou tela, a realidade retocada pela magia da publicação em si.

Venha de uma molecada da Macedônia querendo ganhar um troco ou de gente de extrema direita que vê conspiração em tudo e quer causar tumulto, a “notícia falsa” virou parte do vocabulário político de hoje. É dificílimo dizer até que ponto o fenômeno das fake news influenciou a eleição presidencial nos Estados Unidos em 2016, mas que a ideia em si causou impacto é patente.

O atual presidente americano, Donald Trump, gosta de aparecer na mídia (como seus antecessores), mas em seu caso a tática normalmente é fazer pronunciamentos inconsequentes e sem nenhum fundamento.

Toda vez que um presidente americano abre a boca, no mundo todo muita gente presta atenção. Se despacha soldados para uma batalha, até muitos americanos que não veem sentido em guerras vão mostrar patriotismo. Se tiver um pólipo maligno removido do cólon (como Ronald Reagan), milhares de pessoas nos dias seguintes vão agendar uma colonoscopia. Se um mandatário pode involuntariamente levar os outros a se submeterem a uma colonoscopia, o que mais pode fazer com seus atos ou palavras? Quando um presidente declara que a grande imprensa é “inimiga do povo americano”, o que ficaria inclinado a pensar um cidadão normalmente ajuizado?

Realidade em primeiro lugar

A função do jornalista é fabricar notícias, assim como a função do pedreiro é construir casas. Os dois ofícios têm regras. A primeira regra para o jornalista comprometido com o trabalho é colocar a realidade em primeiro lugar. Um jornalista responsável não produz notícias falsas, nem notícias exageradas ou notícias corrompidas. Não subordina o relato honesto à coerência ideológica ou ao ativismo político. Não tenta agradar anunciantes ou se ajustar aos interesses comerciais do veículo — nem às preferências do público.

No último século, a tendência dominante na história do jornalismo americano foi a profissionalização de uma equipe de repórteres que apura notícias. O jornalismo é anterior à reportagem, mas da década de 1820 em diante a reportagem passou a ser o centro do jornalismo americano. Na Europa não era assim; alguém observou que, lá, “a reportagem [estava] matando o jornalismo” — ou seja, o relato direto dos acontecimentos do dia estava roubando o foco dos ensaios discursivos sobre teoria, filosofia e em defesa de bandeiras políticas que dominavam grande parte da imprensa europeia. Foi só no século 20 que essa imprensa começou a se valer de técnicas jornalísticas americanas, como a entrevista, e de normas do jornalismo americano que punham a reportagem em primeiro lugar.

Mas será que o modelo americano de jornalismo não nega a verdade de que os supostos “fatos” não passam de opiniões disfarçadas? De que tudo é relativo e só depende de seu ponto de partida? Na primeira aula de filosofia da faculdade, a maioria dos calouros já vai dizendo que “tudo é relativo” e que o que o outro diz “não passa de opinião!” — que não há pesquisa, argumento ou discussão capazes de alterar nossas pré-concepções.

É por isso que são chamados de calouros. Se pararmos para pensar, nenhum desses estudantes realmente crê que tudo é relativo. Se, no meio da aula, um aluno desses sentir uma dor forte e aguda no peito, ele vai ficar preocupado. Suas opções serão perguntar ao professor de filosofia o que fazer, ouvir o conselho do aluno na carteira ao lado ou pedir a outra pessoa que chame o serviço médico de urgência. Qual vai escolher: A, B ou C? C. Vai buscar atendimento médico. A realidade parece estar batendo insistentemente à porta, e o compromisso prematuro com a tese universal de que “tudo é relativo” é rapidamente abandonado. Em questão de segundos, o aluno acredita em fatos, no conhecimento especializado, na formação científica, na experiência clínica. Seja relativista, modernista ou pós-modernista, de esquerda ou de direita, esse aluno vai buscar um médico o mais rápido possível.

Apuradores com reputação

Quando queremos saber o que está acontecendo no mundo nesse ou naquele dia, não ligamos para o 192. Recorremos a apuradores profissionais de notícias que têm reputação de serem confiáveis. Mas como saber que provedores de notícias a nossa volta merecem confiança? Considere a seguinte lista de indicadores de qualidade probatória:

1. Disposição de retratar-se, corrigir e implícita ou explicitamente pedir desculpas por informações equivocadas. O repórter da Time que erroneamente afirmou que o presidente Trump ou seus assessores tinham retirado o busto de Martin Luther King Jr. do Salão Oval da Casa Branca se retratou e corrigiu a matéria em questão de horas. É isso que fazem jornalistas e meios de comunicação responsáveis.

2. Ética profissional, o que inclui: 
– Ser exato. Grafe o nome corretamente. Dê o endereço certo. Não há espaço para “tudo é relativo” aqui. E redija um texto que conta o que aconteceu, não o que você acha sobre o que aconteceu.

– Buscar evidências em contrário. Na apuração, “vá contra suas próprias suposições”, dizem meus colegas da Columbia Journalism School aos alunos.

– Seguir em frente independentemente das consequências políticas. Se for um repórter, e não um propagandista, você seguirá a pista vislumbrada ainda que possa prejudicar a carreira do candidato ou do partido que você (pessoalmente) prefere ou que seu jornal apoia. O New York Times apoiou várias vezes a candidatura de Eliot Spitzer a um cargo eletivo em Nova York, incluindo sua campanha para governador em 2006. Mas foi o jornal quem primeiro expôs o escândalo sexual que levou Spitzer, já governador, a renunciar [o político foi denunciado por usar os serviços de uma rede de prostituição]. O verdadeiro repórter põe uma notícia veraz acima de vantagens partidárias ou de preferências políticas, seja qual for o preço.

3. Jornalistas confiáveis também adotam certos recursos literários identificáveis, como os seguintes:
– Exibir calma e ser declarativo. Nada de histeria.

– Apresentar vários lados ou pontos de vista em uma matéria caso o assunto seja controverso e (diferentemente do “falso equilíbrio”) se os distintos lados tiverem valores diferentes mas não forem divididos pelo reconhecimento de uma evidência científica consensual e pela sua rejeição.

– Identificar suas fontes sempre que possível. E reconhecer as lacunas, incongruências ou insuficiências nos dados que fundamentam sua matéria.

– Usar dados e fontes de dados comumente aceitos e autoridades fiáveis. Se for escrever sobre o número de pessoas que usaram o metrô em Washington no dia da posse de Barack Obama em 2009 e no dia da posse de Donald Trump em 2017 para saber qual foi maior, pergunte ao órgão de trânsito local, que possui essa informação. Se preferir ficar com a palavra do presidente Trump, saiba que você não é jornalista, mas otário. Trump demonstra reiteradamente que aceita dados favoráveis a ele e se nega a reconhecer todos os que não são. Vaidade pessoal não é uma fonte de dados comumente aceita.

– Investigar evidências e pistas que vão contra seu palpite, suas paixões e suas preferências e, quando essa evidência for irrefutável, dê a ela espaço adequado em sua matéria. O trabalho profissional de reportagem não é fácil. É uma atividade ainda jovem— não se pode dizer que exista em sua forma mais plena há muito mais de um século. Não é uma trajetória longa. Mas, em seus melhores momentos, provou ser um pilar de governos democráticos e transparentes e uma pedra no sapato de autocratas mundo afora. A fragilidade econômica dos meios de comunicação hoje é preocupante e, às vezes, leva organizações jornalísticas respeitadas a preferir cliques a consciência — mas jornalistas podem manter (e em geral o fazem) uma feroz lealdade a seus grandes ideais, e essa é uma força da qual seus inimigos não podem escapar. Quando o presidente Trump chamou a grande imprensa de “inimiga do povo”, muitos jornalistas reagiram com um esforço redobrado para cobrá-lo por suas palavras e seus atos. O jornalismo profissional em geral aprende rápido. É um “primeiro rascunho” da história, não a última palavra. Mas é o inimigo do orgulho, da pompa e da ignorância, e, portanto, um bom amigo do povo.

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Michael Schudson é professor de jornalismo e sociologia (docente associado) na Columbia University. Publicou, entre outros livros, The Rise of the Right to Know (A Escalada do Direito ao Conhecimento) e, com C.W. Anderson e Leonard Downie Jr., The News Media: What Everyone Needs to Know (A Imprensa: O Que Todos Precisam Saber).

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Coordenação da 20ª Coorpin solicita apoio para resolver o caso da invasão dos cães errantes na sede da instituição

Os animais adotaram a Delegacia Territorial de Brumado como lar (Foto: Polícia Civil)

A situação dos cães vadios em Brumado parece ainda estar distante de ser resolvida, pois, segundo as informações existe uma confrontação entre a Prefeitura Municipal e o Ministério Público e, com isso, a população continua sofrendo com a questão que vai o campo da saúde pública, já que, em alguns casos, os animais apresentam fortes indícios de doenças, principalmente o Calazar. Diante disso a população tem que conviver com esse quadro que acaba causando um aspecto negativo à cidade. No meio desse "fogo cruzado" existe a "trincheira" das ONGs que fazem a defesa dos animais de forma heróica, já que os recursos são muito poucos e os membros de desdobram para buscar minimizar a situação, inclusive fazendo resgates arriscando e dando o tratamento para os cães que são vítimas de atropelamento e até de maus-tratos da população, que chega a dar veneno para os animais. Nesta semana um novo episódio trouxe à tona novamente a questão tendo como cenário a sede da 20ª Coorpin de Brumado. No grupo da Polícia Civil o coordenador da Polícia Civil de Brumado, o conceituado delegado Dr. Leonardo Rabelo fez um apelo para os órgãos competentes e, caso não seja atendido, para as referidas ONGs, solicitando que venham retirar os inúmeros cães que adotaram a DPT como lar. Infelizmente os animais acabam causando problemas, já que a delegacia tem uma grande movimentação diária. Então, diante disso, o 97NEWS repercute a solicitação do coordenador para que os animais possam ser recolhidos da sede do órgão.  

Inúmeros cães estão se espalhando no pátio da 20ª Coorpin (Foto: Polícia Civil)


Brumado: Diretor do AA revela que 13% da população é alcoólatra; índice está acima da média nacional que é de 3%

O diretor do AA de Brumado, Manoel 'Patinha' Gonsalves confirmando que Brumado tem 13% de dependentes do álcool (Fotocomposição: 97NEWS)

O Brasil é considerado por alguns institutos de pesquisa com um país em que o consumo de bebidas alcóolicas chega a ser 40% acima da média mundial, o que não deixa de ser um dado muito preocupante. Segundo estudos atualmente existem 4 milhões de dependentes do álcool no país acima de 15 anos e, o que é pior, com tendência de aumentar, já que nos últimos 10 anos os índices aumentaram em quase 50%. Outro dado alarmante é que 78% de jovens bebem com regularidade. Neste contexto, temos ainda a tendência de que cidades mineradoras, como é o caso de Brumado, têm um consumo etílico acima da média, a qual foi confirmada pelo diretor da unidade do AA (Alcoólicos Anônimos) de Brumado, Manoel "Patinha" Gonsalves, que acabou de retornar do Encontro Estadual da entidade que aconteceu na cidade de Paulo Afonso. Segundo ele o evento foi muito produtivo, com trocas de informações e atualização da metodologia que é utilizada. "O tema foi Trabalhar em Conjunto e ficou acertada novas ações que serão feitas na Bahia. Nós aqui em Brumado estamos expandindo nosso trabalho e iremos realizar em breve reuniões em Ibicoara, Tanque Novo e Ibotirama. Também estamos certos para realizarmos um trabalho periódico em Aracatu". Sobre a situação de Brumado diante do Alcoolismo ele relatou que "quando eu vejo a situação de muitos que adotaram a região da Cesta do Povo como lar, que se mostram totalmente sem esperanças, eu fico ainda mais preocupado, pois aquele local virou um verdadeiro sarjetão". Questionado sobre os índices atuais ele respondeu que "hoje temos 13% de nossa população depende do álcool, o que é um dado que nos deixa muito preocupado, além do que a tendência é que se não forem feitas campanhas sistemáticas esse índice tende a aumentar". A declaração causa mesmo uma certa perplexidade, ainda mais quando fazemos uma comparação ao índice nacional que é de 3% da população. Outro fator que corrobora para uma mudança de postura das autoridades sanitárias e judiciais é que o consumo de bebidas entre os jovens na cidade é muito grande, muitas vezes com vendas sem o menor controle para menores de idade. A falta de servidores que atuam na área da Infância e Juventude facilita a venda para menores de idade, tanto que em um grande número de bares não se pede documentação caso haja dúvidas quanto à maioridade penal. Fica então o desafio, pois se não forem feitas campanhas educativas e o combate à venda ilegal, poderemos ter um índice ainda maior de alcoólatras nas próximas gerações.

 



MPF/DF propõe ações judiciais contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima

(Foto: Reprodução)

O Ministério Público Federal (MPF) enviou à Justiça duas ações contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima. Uma delas, protocolada nesta quarta-feira (16), tem natureza criminal e pede a condenação do político por obstrução da Justiça pela tentativa de impedir que o doleiro Lúcio Funaro firmasse acordo de colaboração com o MPF. A segunda ação tem caráter cível e foi oficializada via Processo Judicial Eletrônica (PJE) na terça-feira (15).  Nesse caso, o pedido é para que Geddel Vieira responda por improbidade administrativa por ter – na condição de ministro-chefe da Secretaria de Governo - pressionado o então ministro da Cultura Marcelo Calero Faria para conseguir a liberação de um empreendimento imobiliário que havia sido embargado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Por causa do episódio Calero e Geddel deixaram o governo em novembro do ano .Na ação em que pedem a condenação de Geddel por obstrução de justiça, a força-tarefa Greenfield faz um relato do objeto das investigações realizadas no âmbito das operações Sépsis e Cui Bono, que têm, entre os investigados, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro. Para explicar as investidas de Geddel Vieira, com o propósito de constranger Lúcio Funaro, o MPF sustenta que o doleiro tinha papel de destaque da organização criminosa, tendo atuado como operador financeiro do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. De acordo com as investigações, Funaro era o responsável por “intermediar os interesses das empresas que aceitassem participar dos ilícitos, como receber, por meio de suas empresas, e repassar valores a título de propina aos outros integrantes da organização criminosa”. Ainda segundo a denúncia, com a descoberta de evidências das práticas criminosas, Lúcio Funaro - que está preso desde o dia 1º de julho de 2016 - passou a fazer tratativas para colaborar espontaneamente relatando fatos que poderiam contribuir para o desmantelamento da organização. Foi neste momento que Geddel começou a atuar para atrapalhar a disposição dele em colaborar. O político fez contatos telefônicos constantes com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita. O objetivo era sondar como estava o ânimo do doleiro e garantir que ele não fornecesse informações aos investigadores. “Com ligações alegadamente amigáveis, intimidava indiretamente o custodiado, na tentativa de impedir ou, ao menos, retardar a colaboração de Lúcio Funaro com os órgãos investigativos Ministério Público Federal e Polícia Federal”, reitera um dos trechos da ação. As investidas de Geddel foram reveladas em depoimentos dados por Lucio Funaro e a esposa, e confirmadas, posteriormente, por meio de perícia realizada pela Polícia Federal no aparelho telefônico de Raquel Pita. Apenas entre os dias 13 de maio e 1º de julho de 2017 foram 17 ligações. Aos investigadores, o casal também revelou ter ficado com receio de sofrer intimidações e retaliações por parte de Geddel, uma vez que o político possuía influência e poder, inclusive no primeiro escalão do governo. Para o MPF, os atos de Geddel configuram obstrução de Justiça e devem ser punidos com base no artigo 2º da Lei 12.850/13 que prevê reclusão de três a oito anos, além de multa. Na ação, os procuradores pedem ainda que a punição seja acrescida de um terço a dois sextos, considerando a prática continuada do crime, se repetiu ao longo de um ano. Entre julho de 2016 e julho de 2017.

 

Improbidade Administrativa - A ação civil pública por ato de improbidade administrativa tem como objeto o fato de Geddel Vieira Lima ter se valido da condição de ministro para pressionar o então colega, Marcelo Calero, para que o mesmo interviesse junto ao Iphan. A intenção era conseguir um parecer técnico favorável a seus interesses pessoais. Segundo foi apurado no inquérito civil, o político baiano era proprietário de um apartamento no 23º andar de um edifício de luxo, que seria construído em frente ao Portal da Barra, em Salvador. Por causa da altura - 107 metros - e da proximidade com outros bens tombados, o projeto foi inicialmente rejeitado pelo Iphan, na Bahia. No entanto, com base em um parecer do Coordenador Técnico, o órgão permitiu a continuidade das obras. Em decorrência do impasse técnico, a autorização emitida pelo órgão regional acabou sendo revogada pelo Iphan nacional que limitou em 13 pavimentos a altura máxima do empreendimento. Com o objetivo de revogar essa limitação e abrir espaço para a execução do projeto inicial, Geddel passou, de acordo com a ação, a pressionar o ministro da Cultura. No processo a ser apreciado pela 5ª Vara Federal Civil do Distrito Federal, o procurador da República Ivan Cláudio Marx cita o depoimento dado por Marcelo Calero em que ele detalha as investidas de Geddel. São mencionados detalhes como o fato de o então ministro da Secretaria de Governo ter afirmado que havia comprado apartamento em andar alto do prédio, de ter ameaçado “pedir a cabeça do presidente nacional do Iphan”, além de ter pressionado para que o então colega suscitasse o conflito de entendimento do órgão regional e enviasse o caso à Advocacia Geral da União (AGU) de onde poderia partir um parecer favorável à construção. As pressões de Geddel se tornaram públicas após a demissão do ministro da Cultura, em novembro do ano passado. Ao deixar o governo, Marcelo Calero prestou depoimento à Polícia Federal e à Comissão de Ética da Presidência da República. Como decorrência dessa providência, Geddel já recebeu uma censura ética com base no Código de Conduta de altas Autoridades. À PF, o ex-titular da pasta da Cultura apresentou registro de conversas que manteve com integrantes do governo, como o ministro Eliseu Padilha e o próprio presidente Michel Temer, em que é possível comprovar a insistência de Geddel para que Calero decidisse favoravelmente a Geddel ou encaminhasse o caso à AGU. Ao analisar as provas documentais e testemunhas reunidas durante a investigação, o MPF concluiu que Geddel praticou atos que configuram improbidade administrativa, na modalidade descrita no artigo 11 da Lei 8.429/92. "Vislumbra-se na conduta do requerido a violação a princípios da administração pública, notadamente os princípios da honestidade, da moralidade, da imparcialidade, da legalidade e da lealdade às instituições, uma vez que se utilizou do cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência para atender interesse pessoal e particular”, pontua o procurador, na ação. Em decorrência da constatação, o MPF pede que o ex-ministro seja condenado às penas previstas para a infração, que incluem a suspensão de direitos políticos por até cinco anos, a proibição de firmar contratos com o poder público, além do pagamento de multa.

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No Limite: População perdeu a paciência com tantos buracos abertos na cidade pela Embasa

Os buracos se proliferam pelas ruas e os moradores são obrigados a colocar objetos para evitar acidentes (Fotos: Luciano Santos | 97NEWS)

É muito fácil de se observar, num simples passeio pelas ruas de Brumado, que, em várias delas existem buracos que estão abertos, os quais, além de colocar em risco pedestres e condutores, acabam dando um aspecto negativo à sede do município, que já até foi apelidado de “Cidade dos Buracos”. A equipe do 97NEWS foi fazer um mapeamento desses buracos e constatou, em inúmeras ruas da cidade, que os mesmos são abertos pelas equipes da Embasa que fazem a abertura e, depois que a obra é realizada, vão embora sem tapar os buracos que acabam se tornando em “armadilhas”. A situação é um “jogo de empurra” entre a Prefeitura e a empresa, ainda mais agora, que Brumado garantiu que não renovará a concessão caso o sistema de esgotamento sanitário da cidade não seja realizado, ou seja, a Embasa foi “colocada na parede” pela gestão municipal, que já deu fortes indícios que tem um planejamento de municipalizar os serviços. Então, enquanto essa “queda de braços” não for resolvida, os brumadenses, muito provavelmente terão que ficar convivendo com buracos e mais buracos nas vias públicas.