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Muita emoção no sepultamento da subtenente morta por namorado

(Foto: Whatsapp 97NEWS)

O corpo da subtenente Wagna Andrade Soares, 49 anos, foi sepultado na tarde deste sábado (1), no cemitério São Jorge, em Feira de Santana, com a presença de familiares e centenas de amigos, além de alunos do Colégio da Polícia Militar Diva Portela, onde trabalhava. Wagna foi assassinada na noite de sexta-feira (31) pelo namorado, após uma discussão (leia mais aqui). Ele confessou o crime e ao ser preso em flagrante informou que ocultou o corpo em um matagal na cidade de Conceição da Feira. A notícia chocou a comunidade feirense e todos que a conheciam ficaram muito abalados. No sepultamento foram feitos vários discursos em sua homenagem e houve honras militares. No momento em que o corpo chegou ao cemitério, os estudantes do CPM estavam enfileirados em continência. Houve também louvores e aplausos.
 
 

O diretor do CPM, tenente-coronel Augusto Magnavita, disse que Wagna trabalhava há muito tempo no colégio e que era bastante querida por todos. Sempre solidária e prestativa ela estava sempre sorrindo e disposta a ajudar. “Estamos consternados com este fato. Ninguém esperava por isso, e a comunidade feirense está abalada, dá para perceber até pela quantidade de pessoas que você viu aqui. Ela fazia um trabalho excelente com os alunos, até ajudava a consertar a farda que rasgava, um adereço. Era uma pessoa muito querida, muito solidária. Na quinta-feira passada ela estava na comemoração do aniversário do colégio, estava muito alegre, sorridente, prestativa. Estamos muito revoltados com o que acontece”, declarou o diretor do CPM.. “Ela foi minha grande amiga desde o ano 2000 quando adentramos no curso de formação de sargentos, fizemos parte da mesma turma. Ela era um anjo, alguém que só desejava o bem a todos. Era uma relação de irmandade. Hoje perdemos não só uma profissional, mas uma amiga. Foi uma perda sem precedentes, a Polícia Militar tem orgulho de ter tido em sua corporação a subtenente Wagna, e tenho certeza que ela nunca será esquecida porque era uma policial militar de grande valor”, declarou. “Ela era uma profissional sem igual, não tenho palavras. Não tínhamos o que falar dela, e não só a polícia como o CPM perdeu uma excelente militar. Ela era conselheira, companheira e muito amiga. Era como uma mãe. Quando a minha mãe morreu e eu retornei uma semana depois para a escola eu a encontrei de braços abertos para me acolher, sempre muito positiva. Hoje infelizmente é o dia em que nos despedimos dela, mas hoje também tem uma nova estrela brilhando no céu”, declarou o estudante do CPM Daniel Moreira, do 3º ano do ensino médio.

 



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