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Silas Malafaia é suspeito de lavagem de dinheiro por ter emprestado contas correntes da igreja

Foto: Lula Marques/Agência PT

O nome do líder religioso Silas Malafaia foi citado na "Operação Timóteo", realizada pela Polícia Federal na última sexta-feira (16/12). Ele é suspeito de lavagem de dinheiro, por supostamente ter emprestado contas correntes da igreja sob sua influência com a intenção de ocultar a origem ilícita dos valores. A operação é contra um esquema de corrupção que fraudava os valores de royalties de mineração devidos por mineradoras a municípios. Foram cumpridos mandados no Distrito Federal e em 11 estados. Cerca de 300 policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em 52 diferentes endereços relacionados com o grupo criminoso. Além das buscas, os policiais também cumpriram, por determinação da Justiça Federal, 29 conduções coercitivas, 4 mandados de prisão preventiva, 12 mandados de prisão temporária, sequestro de 3 imóveis e bloqueio judicial de valores depositados que podem alcançar R$ 70 milhões. A Justiça determinou ainda que os municípios se abstenham de realizar quaisquer atos de contratação ou pagamento aos 3 escritórios de advocacia e consultoria sob investigação. As ações aconteceram nas, BA, DF, GO, MT, MG, PA, PR, RJ, RS, SC, SE e TO. A Vale está entre as companhias que forão vasculhadas pela corporação. O esquema teria participação de um diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), que procurava prefeitos para oferecer envolvimento no esquema de corrupção.



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