ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Homem é preso com revólver e drogas durante abordagem em bar em Barra da Estiva

Mulher é contida pela PM após ameaçar outra com facão em via pública em Brumado

Rio do Antônio: Motociclista fica ferido após perder controle de moto em Ibitira

Motociclista cai após frear para evitar colisão com ciclista em Livramento de Nossa Senhora

Projeto Glaucoma realiza atendimentos em Brumado neste sábado (26) e domingo (27)

Greve dos Correios termina após 15 dias; trabalhadores começam a retornar às atividades

Polícia Militar conclui 9ª edição da Operação Força Total com 16 armas apreendidas na Bahia

Colisão frontal entre ônibus e carro funerário deixa dois mortos na BR-020, em Correntina

Fiat Uno com restrição por furto ou roubo é recuperado pela PM em Caetité

Policial aposentado de 103 anos é condenado por homicídio em Salvador

Homem preso com revólver e maconha recebe liberdade provisória em Brumado

Hospital Municipal de Brumado inaugura nova emergência e adota sistema de classificação de risco


Ferrovia Oeste-Leste: Nos trilhos, um retrato do desperdício

Os últimos prazos estabelecidos para os trechos Caetité-Ilhéus e Caetité-Barreiras estão em descompasso com a realidade. (Foto: 97NEWS)

Com um atraso em suas metas de expansão e de investimentos em ferrovias, o Brasil se dá ao luxo de simplesmente abrir mão do uso de uma ferrovia pronta e moderna, com uma estrutura que já custou  muito aos cofres públicos e que poderia ter iniciado uma revolução no transporte ferroviário. A revolução não veio, no lugar dela, o que se vê no trecho da Ferrovia Oeste-Leste, entre Caetité-Ilheus e Caetité-Barreiras é o retrato do desperdício e da irresponsabilidade com o bem público. Os últimos prazos estabelecidos para os trechos estão em descompasso com a realidade, o Governo Federal vai liberar apenas R$ 250 milhões em 2017. Mas segundo especialistas, o valor é insuficiente para retomada concreta das obras. Só para se ter uma ideia, quando a obra estava a todo vapor chegou-se a investir R$ 200 milhões por mês, e R$ 250 milhões por ano deverá servir apenas para manter os canteiros como estão. As obras da malha de Barreiras a Ilhéus, inicialmente avaliadas em R$ 4,2 bilhões, chegam em R$ 6,4 bilhões. Ignorada no plano de concessões do governo, a Fiol tem sido encarada como uma "dor de cabeça" quando o assunto é discussão sobre investimentos. Em 2011, Juquinha, Ex-presidente da Valec chegou a ser preso pela Polícia Federal após investigações que apuravam desvio de recursos e superfaturamento nas ferrovias. O MPF - Ministério Público Federal pediu a condenação de Juquinha e de Luiz Raimundo Carneiro de Azevedo, outro ex-presidente da estatal. Mais seis pessoas também foram alvos da denúncia, por causa de desvios de R$ 23,1 milhões dos cofres da empresa. A estratégia do governo federal de apresentar as concessões na área de infraestrutura como a tábua de salvação da economia e da retomada do emprego para 2017 corre riscos de se frustrar. A avaliação é do coordenador de infraestrutura do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, Carlos Campos. Segundo ele, entre os países em desenvolvimento, o Brasil tem sido o que menos investe nesses empreendimentos. Para resumir a situação da FIOL, parece que foi como ter começado a obra de uma casa pelo telhado, sem nem ao menos antes terem se preocupado com sua sustentação. Principalmente no trecho entre Caetité e Ilhéus, que foi desenhado para ligar uma mina de empresa privada atualmente desativada, com recursos públicos, para um porto que não existe e que está muito longe de ser viabilizado.

(Foto: 97NEWS)


Comentários

  • Diego Meira

    "Uma ferrovia que não liga a nada e que leva a lugar nenhum. \" Brasil olha tua cara.Quero ver quem paga pra gente ficar assim...\""

Deixe seu comentário