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Lula diz que há clima de ódio e mentira no país: 'Ando de saco cheio'

Lula participa de evento no Sindicato dos Bancários do ABC (Foto: Roney Domingos / G1)

O  ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (24) que existe um clima de ódio e mentira no país. Para o petista, há incômodo da elite brasileira com as conquistas sociais do país e que parte desse grupo não aceita o resultados das eleições. Lula da Silva participou da cerimônia de posse do novo  presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira, em Santo André. Em seu discurso, o petista também falou em defesa da presidente Dilma Rousseff e afirmou que o país vai voltar a crescer, "Eles [elite] não suportam que em apenas 12 anos nós bancarizamos 70 milhões de pessoas neste país. Isso explica um pouco o ódio, as mentiras e explica um pouco as atitudes de certa forma canalha de alguns segmentos nesse país", declarou. "Eu ando de saco cheio. Eu ando profundamente irritado. Tudo que é conquista social incomoda uma elite perversa", declarou. "Eu acho que nesse clima de ódio estabelecido neste país, de intolerância estabelecido nesse pais, eu acho que existe um certo medo. As pessoas começam a se preocupar com o desemprego – eu sei porque fiquei um ano e meio desempregado. As pessoas começam a se preocupar com inflação", completou. Ao abrir o discurso, o ex-presidente disse que não falaria muito de política em respeito às crianças no evento desta noite, mas falou em "agressões" a Dilma. "Eu quero dizer para vocês que estou cansado de mentiras e de safadezas. Estou cansado de agressões à primeira mulher que governa este país. Estou cansado de ver o tipo de perseguição e o tipo de criminalização que tentam fazer às esquerdas nesse país." Segundo ele, a presidente é vítima de conjuntura que também atinge outros países. "Nós temos uma mulher da maior dignidade governando esse país. Não tem pessoa com caráter mais forte do que a Dilma. E ela está sendo vítima de uma conjuntura que está prejudicando chinês, americano, francês, italiano, alemão. Vocês podem ter certeza de que o ano que vem a gente volta aqui para discutir política", disse. "Quando vejo pessoas falarem, pessoas que quebraram esse país duas vezes, tentar apostar que o país vai quebrar... eles vão quebrar. O Brasil vai se recuperar", concluiu.



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