O desligamento da enfermeira Rosane Silva Oliveira do quadro da Secretaria Municipal de Saúde de Livramento de Nossa Senhora gerou repercussão e questionamentos sobre as circunstâncias da decisão administrativa. Rosane foi desligada do município no dia 10 de agosto. Após a publicação do caso pelo 97NEWS (veja aqui), a irmã da profissional, Vanderleia Meira, conhecida como “Bia”, se manifestou nas redes sociais e questionou a medida. Segundo ela, Rosane estaria afastada das atividades por problemas de saúde e teria apresentado atestados médicos à administração municipal. Ainda conforme o relato da familiar, a enfermeira havia passado por uma cirurgia e enfrentado complicações no período pós-operatório. Vanderleia também levantou a possibilidade de motivação política para o desligamento, citando o apoio que ela e o marido, Ney Trindade, conhecido como Ney Eventos, teriam dado à campanha da atual prefeita Joanina Sampaio e, posteriormente, ao deputado estadual Marquinho Viana.
Prefeitura apresenta versão
Em nota divulgada nesta quinta-feira (13), a Prefeitura de Livramento de Nossa Senhora negou que o desligamento tenha relação com perseguição política e afirmou que a decisão foi tomada exclusivamente em razão da situação funcional da servidora. De acordo com a Administração Municipal, Rosane inicialmente apresentou atestado médico e, posteriormente, recebeu benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por incapacidade temporária, com vigência de 23 de abril a 25 de maio de 2026. A Prefeitura afirma que, após o encerramento do benefício previdenciário, não teria recebido documentação que comprovasse a continuidade do afastamento por motivos de saúde. Segundo a gestão, a profissional foi notificada para regularizar sua situação funcional e retornar às atividades, mas não teria reassumido o trabalho no Posto Satélite dos Patos. Ainda conforme a nota, o desligamento ocorreu diante da necessidade de garantir a continuidade do atendimento à população da comunidade dos Patos.
Versões são divergentes
O principal ponto de divergência entre a família e a Prefeitura está na situação funcional da enfermeira após o término do benefício do INSS, em 25 de maio. Enquanto a família afirma que Rosane continuava afastada por questões de saúde e que havia apresentado documentação médica, a Prefeitura sustenta que não recebeu documentos que comprovassem a continuidade do afastamento após o fim do benefício previdenciário. A definição sobre as circunstâncias do desligamento depende, portanto, da análise da documentação apresentada pela profissional, do vínculo mantido com o município e dos procedimentos administrativos adotados pela gestão. Até o momento, não há comprovação pública de que o desligamento tenha sido motivado por perseguição política. A acusação foi levantada pela família, enquanto a Prefeitura nega a hipótese e atribui a medida exclusivamente à situação funcional da enfermeira. A Administração Municipal afirmou ainda que respeita Rosane, seus familiares e o direito de manifestação dos cidadãos.



















Comentários