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Brumado: Cantora usa as redes sociais e faz desabafo sobre cachês e cobra maior valorização dos músicos locais

Foto: Reprodução l Rede Social

A cantora Moni Viana publicou um desabafo nas redes sociais em que relata as dificuldades enfrentadas por músicos que se apresentam em bares e eventos em Brumado. No vídeo, ela afirma que os valores pagos pelos cachês permanecem praticamente os mesmos há anos, enquanto o custo de vida aumentou significativamente, e defende uma maior valorização da classe artística. "tem uma realidade que pouca gente vê. Desde quando eu comecei a cantar em barzinhos, o cachê é praticamente o mesmo. E aí eu fico olhando enquanto tudo sobe, aluguel, combustível, alimentação, bebidas, parece que o cachê do músico ficou estacionado no tempo. E isso cansa, isso desgasta, isso desvaloriza. E assim, pra eu sair de casa hoje pra cantar em um barzinho, eu tenho que deixar minhas filhas, eu tenho que me organizar, eu tenho que montar um repertório, eu tenho que ensaiar, pegar músicas novas, me atualizar", escreveu. Segundo a artista, que atua na música desde 2003, muitos frequentadores perguntam por que ela reduziu o número de apresentações em barzinhos. Em resposta, ela afirma que a remuneração deixou de compensar o tempo de preparação e os custos envolvidos para realizar um show. Moni explica que, em média, um cachê de R$ 300 precisa ser dividido com o músico que a acompanha, fazendo com que cada um receba cerca de R$ 150 por uma apresentação de aproximadamente três horas. Ela destaca que, além do tempo no palco, há dedicação com ensaios, atualização de repertório, produção pessoal, deslocamento e organização da rotina familiar. "Se eu quiser levar um músico extra, eu que vou ter que tirar desse valor de R$ 300 reais,  me contentar e receber R$ 100. E pagar 100 pra cada músico que estiver comigo. Então, muitas vezes eu não levo um projeto melhor por conta do financeiro mesmo, porque não vale a pena. E é muito triste saber que os próprios músicos deixaram chegar no estado que está. Então, assim, enquanto um aceita qualquer valor, nada muda", comenta. A cantora também afirma que a baixa remuneração dificulta a ampliação dos projetos musicais. Segundo ela, a contratação de mais instrumentistas, como baterista, sanfoneiro ou guitarrista, reduziria ainda mais o valor recebido por cada integrante da equipe. Outro ponto abordado é a falta de um valor mínimo praticado entre os músicos. Para Moni, enquanto houver profissionais aceitando cachês menores, o mercado continuará pressionando os preços para baixo, prejudicando toda a categoria. Ela defende que os artistas estabeleçam uma remuneração mínima coletiva para fortalecer a valorização da profissão. No desabafo, a cantora também critica a forma como alguns estabelecimentos administram a cobrança do couvert artístico. De acordo com ela, mesmo quando os clientes pagam a taxa, esse valor normalmente não é repassado aos músicos, que recebem apenas o cachê previamente combinado. "Tem alguns barzinhos que trabalham com cover. E esse cover, ele nunca vai pro músico. Então, assim, se fosse também uma forma de incentivar o músico, né? Tipo, vai ter cover. Vou chamar a galera, vou chamar o maior número de pessoas possíveis pra ir neste dia, que eu estarei cantando, porque vai ter cover, e vai depender da quantidade de pessoas que chegar no estabelecimento, eu vou ganhar uma porcentagem a mais. Mas nunca acontece do cover ir pro músico". Além da remuneração, Moni relata situações que considera constrangedoras. Segundo a artista, alguns estabelecimentos limitam o que os músicos podem consumir após a apresentação, e há casos em que profissionais precisam pagar por bebidas ou alimentos consumidos durante o trabalho. Apesar das críticas, a cantora reforça que continua apaixonada pela música e afirma que seguirá cantando sempre que tiver oportunidade. Ao final do vídeo, ela convida o público a refletir sobre a valorização dos artistas locais e questiona se a remuneração atualmente praticada é compatível com a dedicação exigida pela profissão. "E eu finalizo falando do meu amor pela música. Saiba que onde vocês me verem cantando, eu estarei feliz. Estarei fazendo o que eu amo. Eu acredito que essa realidade possa mudar. E eu quero deixar a pergunta pra vocês com todo respeito e sinceridade. Vocês concordam comigo? Vocês acham que vale a pena?", indagou Viana. Assista o desabafo:



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