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Audiência sobre morte de jovem em Livramento reúne testemunhas e mobiliza familiares por justiça

Foto: Divulgação

A primeira audiência de instrução do processo que investiga a morte de Brenno Caldas Teixeira, de 24 anos, foi realizada na terça-feira (3), no Fórum da Comarca de Livramento de Nossa Senhora, no sudoeste da Bahia. A sessão começou às 9h e se estendeu por cerca de 12 horas, com a oitiva de testemunhas de acusação. O caso apura o homicídio ocorrido em julho de 2025 e envolve quatro réus apontados como participantes do crime. A ação penal é conduzida pelo juiz do Tribunal do Júri, João Lemos. A família da vítima acompanha o processo por meio do assistente de acusação, o advogado Adib Abdouni, que atua ao lado da promotora de Justiça Ana Luiza Silveira de Oliveira, representante do Ministério Público. Mesmo após um dia inteiro de depoimentos, a fase de instrução não foi concluída. Novas audiências deverão ser realizadas para ouvir outras testemunhas e para o interrogatório dos acusados. Somente depois dessas etapas o magistrado decidirá se os réus irão a julgamento pelo Tribunal do Júri. Enquanto a audiência ocorria dentro do fórum, familiares, amigos e moradores realizaram uma manifestação pacífica em frente ao prédio pedindo justiça. A mobilização foi organizada pelo movimento “Para Sempre Brenno” e reuniu cerca de 160 pessoas. Durante os depoimentos, algumas declarações apresentaram divergências em relação a relatos prestados anteriormente à Polícia Civil. Entre os pontos que chamaram atenção está o depoimento do pai de um dos investigados apontado como autor dos disparos. Em audiência, ele afirmou não reconhecer a própria assinatura presente em um termo de depoimento registrado durante o inquérito policial.

Foto: Divulgação

Também prestou depoimento a esposa de um dos réus. Ela relatou que Brenno teria sido atraído até a residência e conduzido até um quarto da casa, onde estavam ela, o marido e a vítima. Segundo a testemunha, momentos antes dos disparos um dos envolvidos teria sacado uma arma que estaria guardada no móvel do quarto. No entanto, durante o depoimento surgiram divergências sobre a localização da arma e sobre o momento em que ela teria sido retirada. Outro depoimento foi o de um funcionário que prestava serviços para um dos acusados. Ele afirmou ter entrado em contato com o empregador após ser orientado a informar sobre o paradeiro da arma que posteriormente foi encontrada enterrada em um sítio. Durante a oitiva, contudo, disse não se recordar de alguns detalhes. Testemunhas também mencionaram um possível desentendimento ocorrido dias antes do crime, durante uma cavalgada patrocinada pelo pai da vítima. Segundo relatos, bebidas teriam sido arremessadas na direção dele, mas a testemunha ouvida em audiência negou que o episódio tenha ocorrido. De acordo com os depoimentos, Brenno teria sido levado até a casa onde ocorreu o crime com a intenção de resolver desentendimentos e evitar novos conflitos. Outro ponto em análise no processo é o pedido do Ministério Público para restabelecimento do uso de tornozeleira eletrônica pelos investigados. A questão está sendo analisada em instâncias superiores, incluindo o Tribunal de Justiça da Bahia. Familiares de Brenno acompanharam toda a audiência e afirmam aguardar o avanço do processo e a responsabilização dos envolvidos.



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