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Justiça concede liberdade provisória a acusado de matar 'Tatai da oficina' em Brumado

Crime ocorrido em 2024 - Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O Tribunal de Justiça da Bahia decidiu conceder liberdade provisória a Anderson Karany da Silva Santos, acusado de matar a tiros Cláudio Tavares Souza, conhecido como “Tatai”, em maio de 2024 (veja aqui), no distrito de Pedra Preta, zona rural de Brumado. A decisão foi proferida pelo juiz Genivaldo Alves Guimarães, da Vara Criminal de Brumado, que também pronunciou o réu para julgamento pelo Tribunal do Júri. De acordo com a decisão, Anderson responderá por homicídio qualificado pelo recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima. O magistrado afastou a qualificadora de motivo fútil, ao entender que há provas de uma rixa antiga e animosidade prolongada entre acusado e vítima, iniciada após um episódio ocorrido em 2003, quando Anderson foi esfaqueado durante uma confusão. O crime ocorreu no dia 5 de maio de 2024, no bar Point 148, às margens da rodovia BA-148. Conforme a denúncia do Ministério Público, Cláudio foi surpreendido por disparos de arma de fogo enquanto aguardava mesa no estabelecimento, acompanhado da esposa, da filha e de amigos. Laudos periciais confirmaram que a morte foi causada por hemorragia interna decorrente de múltiplos disparos. Ao analisar o pedido de revogação da prisão preventiva, o juiz considerou que, apesar da gravidade do crime, o réu não possui condenações, tem residência fixa em Brumado, vínculos familiares e atua no ramo da construção civil. Assim, entendeu ser possível a substituição da prisão por medidas cautelares. Entre as condições impostas estão o pagamento de fiança no valor de R$ 50 mil, a obrigação de manter endereço atualizado, não se ausentar da comarca sem autorização judicial, manter distância mínima de 200 metros da viúva da vítima, além de comparecer obrigatoriamente ao julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão foi assinada em 16 de dezembro de 2025. Após o trânsito da pronúncia, as partes terão prazo para as providências finais antes do agendamento do julgamento popular. 



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