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Criança negra de 5 anos sofre ataques racistas em escola particular de Brumado; caso expõe falhas no combate ao preconceito

Foto: Composição l 97NEWS

Um caso de racismo envolvendo uma criança de apenas 5 anos gerou comoção nas redes sociais e reacendeu o debate sobre o papel das instituições de ensino no combate ao preconceito. A denúncia foi feita pela mãe da vítima, Nádia, que relatou os ataques sofridos por sua filha, Maria Anitta, aluna de uma escola particular da cidade de Brumado, no Sudoeste baiano. Em um vídeo publicado no início de junho, Nádia detalha os episódios de agressões verbais recorrentes contra a menina, protagonizadas por duas colegas da mesma faixa etária. Segundo a mãe, Maria Anitta é alvo de insultos como "seu cabelo é de arame", "você parece um urubu" e "você é feia porque é negra". “Ela está sendo ferida no lugar onde deveria ser acolhida: a escola”, desabafou. A mãe relata que buscou diálogo com a direção da escola, mas, até agora, nenhuma medida efetiva foi adotada. Um dos pais das agressoras teria se recusado a participar de uma reunião conjunta e o outro negou a prática de racismo, argumentando que a filha "tem uma melhor amiga negra". O caso evidencia o racismo estrutural ainda presente nas instituições de ensino e os impactos profundos na autoestima e no desenvolvimento das crianças negras. Especialistas alertam que a escola, além de espaço de aprendizagem, deve ser um ambiente de acolhimento e construção de valores como o respeito e a empatia. "A violência racial começa cedo e, quando negligenciada, perpetua a exclusão. O papel da escola é agir imediatamente, não apenas para proteger a vítima, mas para educar toda a comunidade", afirmam psicólogos educacionais. Organizações do movimento negro e entidades de defesa dos direitos da infância vêm cobrando respostas mais firmes do setor educacional e políticas públicas que incluam formação antirracista para educadores, protocolos de acolhimento e medidas disciplinares em casos de discriminação. Enquanto isso, Maria Anitta tenta seguir a rotina escolar. “Ela chega em casa constrangida, insegura. Está aprendendo a se defender de palavras que nenhuma criança deveria ouvir”, diz a mãe.



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