ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Brumado: Denúncia aponta suposta diferença em pagamentos do transporte escolar e cobra explicações da Prefeitura

Brasil reduz índices de reprovação, abandono e atraso, diz Censo escolar

Homem é preso suspeito de tentar explorar sexualmente adolescente na zona rural de Livramento de Nossa Senhora

Prefeitura de Brumado antecipa salários e injeta R$ 10 milhões na economia local

24º BPM recebe kit de aplicativo tático para reforçar atuação operacional em Brumado

Policia registra queda dos roubos e furtos nos eventos do São João da Bahia 2026

Vídeo de cantor com público reduzido em São João da Bahia viraliza e gera onda de apoio nas redes

Homem é levado à delegacia após ser flagrado com celulares durante festa junina em Presidente Jânio Quadros

Mulher desarma ex-companheiro após ameaças de morte e disparo de arma em Guanambi

Idoso morre após ser atropelado por motocicleta conduzida por adolescente em Livramento de Nossa Senhora

Brumado: Condenado por assalto de quase meio milhão é capturado após ação de inteligência da PM

Brumado: Adolescente fica ferido após colisão entre moto e caminhonete no Bairro Dr. Juracy


Brumado: Major e soldadas denunciam ex-comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar por assédio sexual e moral

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O ex-comandante do 24º Batalhão de Polícia Militar (BPM), com sede em Brumado, Sudoeste baiano, tenente-coronel Élson Cristóvão Santos Pereira, foi denunciado por uma major e duas soldadas por assédio sexual e moral. As denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) e à Corregedoria da Polícia Militar em novembro de 2024. De acordo com os depoimentos colhidos pela promotora Daniela de Almeida, os episódios de assédio começaram em março do ano passado e se intensificaram até novembro. As vítimas relataram piadas de cunho sexual, elogios ao corpo, convites para encontros pessoais e, diante da recusa, retaliações e desqualificações profissionais na presença de colegas militares e civis. Um dos relatos é da coordenadora de Suporte Operacional do batalhão, uma major que afirmou ter sido convidada pelo próprio Élson Pereira para integrar a unidade. Inicialmente elogiada profissionalmente, passou a ouvir comentários como “sua malhação está fazendo efeito”, “como você está cheirosa” e “suas pernas estão grossas, hein”. Em diversas ocasiões, o comandante também se referiu a ela como "meu amor proibido" diante de terceiros. Outro episódio foi narrado por uma soldada que, ao encontrar o comandante no módulo administrativo, ouviu dele um comentário lascivo sobre seus lábios. A abordagem foi testemunhada por outros policiais. Em outra situação, após prestar continência, a soldada foi alvo de mais um comentário: "você está muito de bem de corpo". O assédio também teria ocorrido durante um curso de capacitação em um clube da cidade, onde o comandante, em tom sugestivo, afirmou querer as policiais “sem peruca em sua casa” após elas se voluntariarem para uma operação disfarçada. A mesma soldada relatou que, ao deixar o comandante em casa, recebeu convite para subir e tomar vinho, mesmo na presença do marido que a seguia em outro carro. A major relatou ainda que o subcomandante do batalhão, Marcelo Souza Lima, ao tomar conhecimento dos casos, sugeriu "tirar do tempo" as denúncias para "proteger o comando", evidenciando tentativa de abafamento dos relatos. No entanto, a major destacou que muitos episódios ocorreram também na presença do subcomandante. Diante da gravidade das denúncias, a promotora determinou que o caso também fosse encaminhado para a Corregedoria da PM. Em janeiro deste ano, a corporação instaurou sindicância para apurar as acusações, e um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) foi aberto, com prazo inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado. O tenente-coronel Élson Pereira foi exonerado do comando do 24º BPM em 7 de dezembro de 2024. Antes de atuar em Brumado, ele passou por várias unidades da Polícia Militar na Bahia. As vítimas estão sendo acompanhadas por psicólogos e outros especialistas. De acordo com a advogada Tayanne Correia, que representa as policiais, o caso reflete um padrão de impunidade dentro das corporações militares. “Os assédios sexuais e morais contra mulheres na esfera militar são infelizmente comuns. A falta de punição e o corporativismo alimentam um ciclo de abuso e silenciamento”, destacou Correia. Ela também denunciou o fato de, muitas vezes, as vítimas serem investigadas pelas mesmas instituições, sofrendo nova violência ao serem questionadas sobre suas roupas ou comportamentos, numa inversão de culpa que revitimiza as denunciantes. O caso segue sendo apurado internamente pela Polícia Militar e pelo Ministério Público da Bahia.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário