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Brumado: Queda nos preços de recicláveis e falta da 'latinha' dificulta vida de catadores

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Durante a pandemia da Covid-19, os valores pagos por quilo de latas de alumínio, garrafa pet, papel, papelão e cobre subiram bastante na Bahia. Em Brumado, entre 2021 e 2022, o quilo do alumínio chegou a custar R$ 7. As diferenças que se pagam no quilo dos produtos variaram bastante durante os períodos festivos, como é o caso do Natal, Fim de ano, Carnaval e São João. Na Capital do Minério, atualmente, o quilo da latinha pode ser vendido por R$ 5. Em entrevista ao site 97NEWS, o reciclador Carlos Agra, que atua no setor há 8 anos afirmou que para se reunir um quilo de alumínio são necessárias 75 latas. Assim, para um trabalhador conseguir um salário mínimo (R$ 1.302), tem de catar, pelo preço médio, um total de 350kg ou cerca de 26.250 latas. "Nossa grande dificuldade é o desaparecimento das latinhas nas ruas ou estabelecimentos comerciais. Isso porque o próprio comerciante está guardando o material pra revender, lhe dando uma renda extra. O que antes era doado aos recicladores, agora está virando renda pra os donos de bares e espetinhos", afirmou Carlos. Ele ressaltou que até os consumidores estão garantindo uma renda extra. "Hoje quem compra latas de cervejas para beber em casa, junta, e no fim do mês vende nas recicladoras para comprar mais cerveja, então, ficou escasso a matéria prima pra nós", declarou.



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