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Desistências no Mais Médicos chegam a 19% após saída de cubanos

Foto: Reprodução

Até maio deste ano, 19% dos médicos brasileiros que entraram no Mais Médicos desistiram de participar do programa. Ao todo, 1.325 profissionais com o registro profissional brasileiro se desligaram do projeto de atendimento em saúde nos municípios. O levantamento foi feito pelo Ministério da Saúde e divulgado na quinta-feira (23). O número de desistências aumentou 25% em relação ao último balanço do ministério. 1052 médicos desistiram do programa nos 3 primeiros meses do ano. Em novembro, Cuba saiu do programa. Na época, 1 novo edital foi aberto para preencher as 8.517 vagas então ocupadas pelos médicos do país. Na publicação, 7.120 das posições foram preenchidas por médicos formados no Brasil. Para suprir o restante das vagas, o ministério publicou 1 novo edital em dezembro destinado a brasileiros que se formaram em medicina no exterior. As outras 1.397 posições foram preenchidas. Nenhum médico desse grupo desistiu do programa. Por meio de nota, o Ministério da Saúde afirmou que a priorização é fornecer atendimento médico em municípios com maior vulnerabilidade social. E que a pasta lançará 1 novo programa para suprir outras necessidades. “Um novo programa para ampliar a assistência na Atenção Primária está sendo elaborado e será divulgado em breve”, informou a pasta. O ministro Luiz Henrique Mandetta afirmou anteriormente que novas ações para o Mais Médicos estão em análise no ministério. Desde a criação, o programa tem o objetivo de aumentar a oferta de médicos no interior do Brasil. Os profissionais selecionados atuam em unidades básicas de saúde de pequenos municípios.



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