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Sem interromper transmissão, Brasil corre o risco de perder status de país livre de "sarampo"

Foto: Conteúdo l 97News

Com baixas coberturas vacinais e sem conseguir interromper a transmissão do sarampo, o Brasil corre risco iminente de perder o certificado internacional de eliminação da doença obtido há três anos da Organização Panamericana de Saúde (Opas). Para manter esse status, o país precisava evitar que surtos de sarampo importados de outros países se estendessem por mais de um ano. Só em janeiro de 2019, no entanto, ao menos três casos foram confirmados. Outros 50 casos, sendo 33 deste ano, ainda estão em investigação. Caso registre novos casos nos próximos dias, o certificado poderá ser cancelado. Para o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a possível perda do status de país livre do sarampo deve trazer prejuízos não só à saúde, mas também a economia. “Em termos de saúde pública, há um impacto porque o sarampo é doença que causa morte, encefalite, cegueira. Ela sobrecarrega o sistema de saúde. Mas há também um problema de ordem econômica, na instância de turismo e de negócios, por exemplo. Às vezes você quer pegar um avião em Nova York para fechar negócio em São Paulo. E a pessoa não pode sair porque não tem vacina de sarampo”, afirma. "Perder o certificado significa alto prejuízo para o trânsito de negócios dos estados." Em meio ao problema, o Ministério da Saúde enviou na última semana equipes aos três estados ainda com casos suspeitos. O objetivo é tentar organizar estratégias para interromper a transmissão do vírus. Técnicos da pasta, no entanto, admitem o risco de que as ações não sejam suficientes. E elencam a queda na vacinação como principal fator para isso.



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