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Bola de Neve: Acordo de Temer com caminhoneiros espalha conflitos

Foto: Luciano Santos l 97News

A negociação com os caminhoneiros colocou o governo Michel Temer sob nova pressão. As promessas feitas não só se mostraram difíceis de serem cumpridas como abriram várias frentes de crises, em um efeito bola de neve que atinge ministérios, agências reguladoras, órgãos de controle, estados e empresários dos mais diversos setores. Na área empresarial, por exemplo, há forte reação contra a tabela de frete mínimo. Centenas de empresas estão reclamando do tabelamento que haverá aumento de 30% a até 150% no preço final dos produtos, e quem vai acabar arcando com isso será o consumidor. Do outro lado, poucos postos, porém, repassaram o valor, segundo levantamentos de Procons. Isso ocorre por uma razão de mercado. A medida provisória determinou o desconto na refinaria. Da refinaria até os postos, vale a livre negociação. Há questionamentos sobre a constitucionalidade de ações do governo na bomba. Na primeira reunião com os caminhoneiros, no auge da paralisação, o Planalto não negociou o tabelamento do frete e a isenção do pedágio. A avaliação já era que as concessões sobre esses pontos criariam um efeito cascata de insatisfação a outros setores. A paralisação foi mantida, e Temer cedeu. Assessores afirmam que, para ele, era necessária uma solução imediata para que não houvesse uma revolta popular que ameaçasse seu cargo.



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