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“O modelo de gestão de Wagner se esgotou”, diz Lídice da Mata

A senadora Lídice da Mata (PSB), pré-candidata ao governo da Bahia garantiu que não vai adotar um discurso auxiliar ao Partido dos Trabalhadores durante a campanha político-eleitoral no estado, mesmo tendo feito parte da base de Wagner e Dilma até o final do ano passado. A presidente do PSB na Bahia afirmou que “o modelo de gestão de Wagner se esgotou e as pessoas não querem um retorno ao passado”, afirmou, em entrevista à rádio Metrópole, na manhã desta segunda-feira. “O modelo de gestão se esgota num determinado momento e é preciso construir novo. E construir novo e para frente não é construir apontado o dedo. A cabeça do eleitor está mudando muito. O eleitor quer alguém que apresente coisas que ele possa acreditar e que podem mudar e eu acredito nisso. Eu não sou uma linha auxiliar do PT. Eu sempre tive independência, eu nunca fui PT. Eu fui prefeita de Salvador e o PT me apoiou pela metade, se dividiu na época e uma parte apoiou com apoio crítico, rompeu comigo dentro do governo, teve uma candidatura que bateu na minha gestão mais do que a candidatura do PFL, à época. Então, eu tenho uma construção independente do PT como liderança política na cidade e no estado. Me aliei ao PT para acabar com a hegemonia do carlismo no nosso estado e isso passou.

Essa tarefa histórica nós já fizemos na Bahia, agora nós temos novos desafios: a construção de uma Bahia moderna, desenvolvida, com inclusão social e sustentabilidade ambiental. Esse é o desafio do futuro. A etapa que o governo de Wagner cumpriu foi a ampliação dos serviços, nós queremos agora a qualificação dos serviços e foi isso que a rua nos falou”, explicou. Lídice também lamentou a crítica ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), publicada no site oficial do Partido dos Trabalhadores. “Não acreditei que o PT pudesse patrocinar uma coisa daquele tipo. Aquilo foi lamentável, mesmo Eduardo ajudando e fazendo parte do governo da presidente Dilma por tanto tempo”, e criticou a tentativa de polarização entre o PT e PSDB nas eleições de 2014. “O Brasil não é divido entre PT e PSDB. Essa é uma divisão paulista e esse conceito paulista de dominação do quadro brasileiro em que sempre se planeja uma eleição plebiscitária e ela não acontece há algum tempo. Lula foi para o segundo turno e Dilma também. Nada indica que não tenha um segundo turno também agora”, concluiu. 

Política Livre



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