ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Professor é preso suspeito de abusar de alunas durante 'Operação Sala Segura' em Piripá

Dupla é detida com arma, drogas e motocicleta adulterada durante ação da RONDESP Sudoeste em Brumado

Brumado: CIPRv apreende entorpecentes após fuga de suspeitos na BA-148

Asfalto ameaça ceder na BA-142 entre Ituaçu e Barra da Estiva após fortes chuvas

Operário morre após explosão em pedreira na zona rural de Paramirim

Clínica Santa Clara: Sua saúde garantida em qualquer lugar que você trabalhar

Jovem é baleada após briga motivada por ciúmes em Feira de Santana

Brumado registra 366 mm de chuvas no primeiro bimestre de 2026, aponta levantamento pluviométrico

Concurso da Adab tem inscrições reabertas na Bahia com 200 vagas e salários de até R$ 7,4 mil

Caraíbas: Atropelamento durante forte chuva deixa vítima fatal em Vila Mariana

Brumado: Idosa fica ferida após atropelamento no centro da cidade

SERAFA realiza panfletagem na Feira Livre e busca novas famílias acolhedoras em Brumado

SMTT entrega novos uniformes a agentes de trânsito e reforça ações de mobilidade urbana em Brumado

Brumado: Confusão no Mercado Municipal termina com mulher conduzida à delegacia após agressões

Suspeito morre após confronto com a CIPE Sudoeste em Livramento de Nossa Senhora

Morador de Brumado ganha R$ 10 mil no sorteio de fevereiro da Nota Premiada Bahia

Motocicleta com placa adulterada é apreendida próximo à Feira Livre de Brumado

Fibromialgia - especialistas esclarecem o que você precisa saber para diagnóstico precoce

Ciretran de Brumado discute parceria entre Detran-BA e SEAP para ampliar ações de ressocialização

Multas de trânsito podem ser parceladas? Entenda caminhos disponíveis aos condutores


INTERVENÇÃO MILITAR? Em dia de celebração, comandante do Exército descarta a possibilidade

Foto: Leow Lopes/Aratu Online

O sistema político brasileiro vive uma das suas mais profundas crises. Do dinheiro escondido na cueca, até os R$ 51 milhões encontrados em um apartamento localizado em bairro nobre da capital baiana, passamos por avião recheado de cocaína, delações explosivas e áudios que comprometeram presidentes e ex-presidentes da República, e postulantes ao cargo eletivo mais importante do país. Limpar a sujeira escondida por décadas tem o seu custo, e ele não é pequeno. A desilusão provocada por este cenário faz com que alguns clamem pela volta do regime militar, que imperou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985. No dia 7 de setembro, quando é comemorada a independência do país, essa reivindicação, ainda que pontual, ganha simbologia diferente. O general Joarez Alves Pereira Junior, comandante da 6ª Região Militar, responsável pelos estados da Bahia e Sergipe foi categórico ao descartar a possibilidade de uma intervenção. Para ele, isso é reflexo do momento que o país atravessa, associado à credibilidade que a instituição tem junto a setores da sociedade. “Eu não vejo espaço hoje pra essa conversa de intervenção no Brasil. Acho que, mesmo com toda essa crise que estamos vivendo, as nossas instituições estão se fortalecendo. Como costuma dizer também o nosso Comandante [General Eduardo Villas Bôas, Comandante Geral do Exército. Veja vídeo], o Brasil não precisa mais de um tutor, de alguém que precise agir como um moderador”.

General Joarez Alves Junior – comandante da 6ª RM. Foto: Reprodução

Segundo ele, as Forças Armadas têm as suas funções claramente definidas e não deve ser vista como solução para os problemas criados ao longo do regime democrático. “O Exército não será fator de instabilidade e atuará sempre dentro da legalidade e a legalidade que nos dá suporte é a Constituição Federal. Ela prevê, no seu artigo 142, qual é o papel das Forças Armadas: a defesa da pátria e por iniciativa de algum dos poderes, a garantia da lei e da ordem”. O distanciamento histórico do que foi o regime militar também pode ter papel significativo nesse processo, mas, na opinião do general, também ajuda a avaliar de forma mais justa o que de fato ocorreu no país de 64 a 85. “Quanto mais nós nos afastarmos da época em que aconteceram os fatos, mas eu acho que a análise será justa dentro desse perfil histórico. Eu acho que há distorções em algumas análises feitas sobre o que ocorreu, por conjunturas sociais de quem analisa. Mas acho que quando esse foco for analisado a partir da história, haverá um entendimento mais equilibrado do que aconteceu no Brasil nesse período. De quem por um lado ou por outro viveu esse período”. Neste 7 de setembro, a reflexão que deve ser feita por todo o país, passando pelas Forças Armadas, vai muito além das improváveis soluções que já se mostraram não só ineficazes, mas também extremamente traumáticas no passado. Aprender com os erros e escrever novos capítulos, que tenham como alicerces ares de liberdade, respeito às individualidades e ao contraditório, são parte do processo de aprendizagem de uma nação que almeje ser, de fato, independente.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário