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Brumado: Funcionários dos Correios voltam ao trabalho após 11 dias de greve

Foto: Arquivo l 97News

Os funcionários da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) da Bahia retornaram nesta segunda-feira (8) ao trabalho após uma greve de 11 dias na qual reivindicaram melhoras salariais. O fim da paralisação foi ordenado pelo TST, que, faltando acordo entre a estatal e seus funcionários, determinou o reajuste salarial que a empresa terá que aplicar retroativo. O aumento salarial determinado pela justiça permitirá um reajuste real dos salários dos carteiros já que a inflação acumulou nos últimos 12 meses até agosto alta de 5,2%, que era o percentual de reajuste proposto pela empresa. O tribunal também determinou que os funcionários compensem com horas extras o tempo que deixaram de trabalhar. Em caso de os grevistas não aceitarem trabalhar este final de semana (Sábado e Domingo) para normalizar a entrega das correspondências, a empresa terá direito de descontar em seus salários os dias que não compareceram ao trabalho. Os funcionários também reivindicavam um bônus mensal de cerca de R$ 200 que não foi concedido e a contratação imediata de 30 mil novos trabalhadores que supostamente fazem falta à empresa para cumprir com suas funções. Os Correios voltaram atrás em relação à decisão de suspender as férias dos trabalhadores. A estatal prevê a revogação da medida por 90 dias e disse que pagará até R$ 3,5 mil para os empregados que forem tirar férias em maio, junho e julho. O restante dos valores será parcelado. Os sindicatos querem que as férias sejam mantidas. A estatal também disse que vai descontar as faltas dos funcionários no dia 28 de abril, quando foi realizada uma "greve geral" no país, e exigirá compensação dos funcionários que faltaram nos últimos dias. Os Correios informaram que se dispuseram a suspender as novas implantações de medidas operacionais como a distribuição domiciliária alternada, entrega matutina e organização das atividades internas e que essas medidas serão negociadas em comissão a ser formada com essa finalidade. Os casos locais e os que apresentarem maior dificuldade serão prioridade na negociação.



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