Estudantes do Colégio Estadual de Tempo Integral Professora Ana Lúcia Aguiar Viana, no município de Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, desenvolveram três tipos de bioplásticos produzidos a partir de milho, mandioca e abacate. O projeto foi criado no Clube de Ciências da escola e busca oferecer alternativas sustentáveis para reduzir o uso de embalagens plásticas convencionais. O estudo aponta que o descarte e o tratamento desse material estão entre os principais desafios ambientais relacionados à gestão de resíduos. Diante desse cenário, os estudantes Keyslla Santos e Riquelme Cordeiro desenvolveram três formulações de bioplásticos utilizando matérias-primas abundantes na região: milho (Zea mays), mandioca (Manihot esculenta) e abacate (Persea americana). A professora Joseane Morais, orientadora do projeto, explicou que a iniciativa também buscou valorizar recursos naturais presentes no território de identidade da Chapada Diamantina. “Observando que o milho e a mandioca são ricos em amido e que o caroço do abacate, geralmente descartado, também pode fornecer amido, desenvolvemos três bioplásticos distintos para comparar suas propriedades e potencial sustentável”, afirmou. Após as etapas de pesquisa, extração do amido e produção dos materiais, os estudantes realizaram uma análise comparativa para avaliar o desempenho de cada bioplástico. De acordo com Riquelme Cordeiro, o material produzido a partir do milho apresentou menor resistência e flexibilidade. Já o bioplástico derivado do abacate apresentou resultados satisfatórios, porém inferiores ao obtido com a mandioca. Segundo Keyslla Santos, o bioplástico feito com amido de mandioca teve o melhor desempenho entre os três testados. “Ele apresentou maior resistência e flexibilidade quando comparado ao de milho. Demonstrou melhor durabilidade e permitiu variações de espessura, podendo ser produzido tanto em camadas mais finas quanto mais espessas sem comprometer sua estrutura”, destacou. O trabalho foi um dos destaques do Encontro Estudantil promovido pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia. Entre os próximos passos da pesquisa estão o aprimoramento da resistência do material, a realização de testes mais aprofundados de degradação e a busca por parcerias que permitam a aplicação do bioplástico em maior escala. A iniciativa também integra a série Bahia Faz Ciência, projeto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia (Secti), criada em 2019 com o objetivo de divulgar pesquisas e iniciativas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação desenvolvidas no estado.
Foto: Divulgação 



























