Presença fortalecida e ecologia em destaque
Entre os nomes brasileiros, um dos destaques é o biólogo Mauro Galetti, da Unesp, presente no ranking desde 2019. Especialista em biodiversidade e mudanças climáticas, ele afirma que o reconhecimento representa “décadas de trabalho contínuo”. Galetti ressalta ainda o crescimento da ecologia brasileira, área que reúne quatro dos 17 pesquisadores listados. A edição de 2025 identificou 6.868 cientistas de destaque em todo o mundo, distribuídos em 7.131 autorias. Os Estados Unidos lideram o ranking com 2.670 pesquisadores, seguidos por China (1.406), Reino Unido (570) e Alemanha (363). O Brasil, que tinha apenas cinco nomes em 2014, chega agora a 17 — mais que o triplo em uma década.
São Paulo lidera produção nacional
O estado de São Paulo concentra a maior parte dos pesquisadores de destaque, com 11 nomes, principalmente ligados à USP. São eles:
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Carlos Augusto Monteiro (Nupens/USP)
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Eurídice Martinez Steele (Nupens/USP)
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Geoffrey Cannon (Nupens/USP)
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Maria Laura da Costa Louzada (Nupens/USP)
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Renata Bertazzi Levy (Nupens/USP)
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Fernanda Rauber (Nupens/USP)
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Pedro Henrique Santin Brancalion (Esalq-USP)
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Mauro Galetti (Unesp)
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Giselda Durigan (IPA)
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Ednan Joanni (CTI Renato Archer)
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José Marengo (Cemaden)
Outros nomes de destaque aparecem distribuídos pelo país:
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Sudeste: Bernardo Strassburg (PUC-Rio) e Francisco Murilo Zerbini (UFV)
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Sul: Luis Augusto Rohde (UFRGS) e Carlos Barrios (PUC-RS)
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Centro-Oeste: Robert K. Colwell (UnB/Universidade do Colorado)
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Nordeste: Claudianor Alves (UFCG), que estreia no ranking
Aumento da participação feminina
O levantamento também registrou avanço na representatividade feminina. Agora são cinco pesquisadoras — antes eram três. Entre elas está Giselda Durigan, do IPA, que integra a lista pela quinta vez. Ela ressalta que o reconhecimento é significativo diante dos desafios estruturais enfrentados por mulheres na ciência.
Financiamento como pilar da produção científica
Galetti destaca ainda o papel estratégico da Fapesp na consolidação da pesquisa paulista. Para ele, a fundação é decisiva para o avanço da produção científica no estado e deveria servir de inspiração para políticas de fomento em outras regiões do país. O crescimento da presença brasileira no ranking da Clarivate reforça a maturidade e a visibilidade internacional da ciência produzida no país — um avanço construído com investimento, colaboração, diversidade e décadas de dedicação dos pesquisadores.