ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Mega-Sena acumula e prêmio pode chegar à casa dos R$ 90 milhões

Mais um crime brutal confirma grau de violência em Brumado

Cerca de 30 prefeitos são investigados pelo MP por nepotismo na Bahia

‘Aqui todo mundo é parente’, alega prefeito baiano acusado de nepotismo

Em crise, Vitória enfrenta a Chapecoense neste sábado (22) pelo Brasileirão

Luto em Conquista: Morre o professor da UESB, Otoniel Magalhães Morais, vítima de câncer

Brumado: Operação 'Paz no Trânsito' tem continuidade na manhã deste sábado (22)

Brumado tem carreata e protestos contra preços dos combustíveis

Cristaluz inaugura moderna loja com um amplo showroom na área de produtos elétricos e iluminação

Estado é condenado a pagar R$ 160 milhões para 44 baianos por ação de 1991

Mega-sena pode pagar R$ 78 milhões em sorteio neste sábado

CCJ aprova fim de carros oficiais de autoridades; projeto seguirá para plenário

Vereadora Lia Teixeira participa de cerimônia com o presidente do TRE-BA

Lula cita Rui Costa como nome viável para disputar a presidência em seu lugar

Número de reclamações contra a Caixa sobre o FGTS mais que triplica em 1 ano

Fake News: Como identificar as notícias falsas

Entenda como a Reforma Trabalhista vai afetar quem já está empregado

Rio: Forças Armadas irão para as ruas diz Ministro da Defesa

Realidade bizarra: robô sexual agora ouvirá seus problemas

Vândalos destroem cabos de provedor de internet mais uma vez, e geram prejuízos a Maxxnet em Livramento


Polícia busca líderes do Baleia-Azul; investigação tem ramificação internacional

(Foto: Reprodução)

"Não é lenda urbana. Estamos numa corrida contra o tempo para garantir a integridade física e a vida das vítimas, porque não sabemos em que etapa do jogo elas estão", afirma a delegada Fernanda Fernandes, responsável pelas investigações do viral Baleia-Azul, que supostamente incentiva suicídios, no Rio. Há investigações online em busca de responsáveis pela iniciativa, que teria ramificações até nos Estados Unidos. As primeiras informações sobre o jogo são de 2015, relatando incentivo ao suicídio propagado pelo Vkontakte (VK), o Facebook russo. Depois, entidades denunciaram o caso como "fake news" (notícia falsa), mas o viral segue avançando. Participantes surgem em grupos fechados, selecionados de madrugada. Na sequência, o administrador, ou "curador", lança desafios, normalmente às 4h20, que incluem de desenho a atividades de risco, passando por mutilações e estímulo ao suicídio. Coordenador do Escritório Brasileiro da Associação Internacional de Prevenção ao Crime Cibernético e comandante do Centro Integrado de Operações da Polícia Militar da Paraíba, o coronel Arnaldo Sobrinho, diz que já foram identificados internautas nos Estados Unidos que atuariam como curadores de grupos dos quais participam adolescentes brasileiros. "São eles quem passam as orientações do tipo excluir uma amizade do Facebook, assistir filmes de terror e assassinato nas madrugadas, até mutilar partes do corpo e subir em prédios para saltar." Relatório detalhado sobre a investigação será enviado à Polícia Federal (PF). De acordo com o chefe de Comunicação Social da PF em Pernambuco, Giovanni Santoro, apesar de não haver registro oficial de morte ligada ao tema no Estado, existem investigações em redes sociais e aplicativos de mensagens sobre supostos contatos entre jovens e curadores - que podem ser enquadrados criminalmente por incitação ao suicídio. A Polícia Civil também anunciou que vai pedir a quebra de sigilos de dados para avançar no rastreamento de aliciadores. A estratégia de mapear as comunidades também é adotada pela Polícia Militar em Mato Grosso. Ali os casos se concentram nas cidades de Vila Rica e Confresa. E há o rastreio de comunidades com até 350 integrantes - em sua maioria adolescentes. "As vítimas tentam sair (do jogo) e não conseguem. As crianças recebem algumas ameaças de morte ou até um tipo de pressão psicológica mesmo, e acabam cedendo", relatou o 10.º Comando Militar. Em Santa Catarina, a Polícia Civil busca os responsáveis por enviar as missões pelo Facebook ou WhatsApp - 9 casos são investigados no Estado. No Paraná, que apura oito casos, o governo do Estado cogita pedir apoio de outras polícias. A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) do Rio confirmou até agora só dois casos de adolescentes que estavam sendo induzidas ao suicídio pelo suposto jogo via internet. Mas por causa do pânico causado por notícias e boatos, a DRCI está recebendo e-mails diários de pais assustados. Em comum, há a frase "Minha filha tentou se matar". Uma avó do interior do Rio levou à polícia carta que mostra intenção suicida da neta, que será chamada a depor. Um pai de Queimados, na Baixada Fluminense, vai levar a filha, que sobreviveu à tentativa de suicídio. São investigados crimes de associação criminosa, ameaça, lesão corporal e homicídio. "Os pais estão começando a cair na real. Eles sempre acham que não tem nada acontecendo, que os filhos são espertos demais para cair nessa. É importante mostrar que não é um jogo, não são desafios para divertir, mas para se matar", diz. Em Brasília, a entrada da Polícia Federal nas investigações foi formalmente solicitada pela Câmara - por solicitação da deputada Eliziane Gama (PPS-MA). No Senado, o jogo foi apontado como justificativa para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar maus-tratos.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário