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Já é possível fazer exames de sangue sem fazer jejum; entenda

(Foto: Reprodução)

A cultura do brasileiro invoca um ritual específico ao fazer exame de sangue: ficar sem se alimentar entre 8 ou 12 horas - a depender do tipo exame - acordar cedo e ir para o laboratório. No entanto, o jejum obrigatório, que vem desde 1970, começa pouco a pouco a ser deixado de lado após a publicação de um Consenso assinado por entidades médicas do Brasil que flexibiliza o jejum para os exames de Colesterol e Triglicérides. Com isso, o paciente agora tem duas novas obrigações ao receber a prescrição para coletar sangue: a primeira é perguntar ao médico se é necessário o jejum, e a segunda de ligar para o laboratório para se informar sobre as orientações para o exame. Ele também deve informar, na hora da coleta, se está ou não em jejum e por quanto tempo. A informação constará no laudo. As horas sem ingerir alimentos, que normalmente são um incômodo, sobretudo para idosos e crianças, ou para pessoas que seguem dietas específicas, como quem tem diabetes, foram flexibilizadas e os laboratórios estão em fase de adaptação.  Na prática, quem for fazer apenas exames de com perfil lipídico - que corresponde aos de Colesterol Total (CT), LDL-C, HDL-C, não-HDL- C e Triglicérides (TG) - , que servem para avaliar os riscos de doenças cardiovasculares, o jejum não é obrigatório e é possível coletar o sangue em qualquer hora. Para os demais exames, como os de Ferro, Fósforo, Tireoide, Glicose o jejum pode variar entre três e a oito horas, a depender do laboratório e do tipo de exame. A flexibilização, que já é realidade na Europa, se deu após uma série de estudos que comprovarem que as determinações de Colesterol Total, HDL-C, não-HDL-C e LDL-C não mudam significativamente se realizadas com o organismo alimentado ou no estado em jejum. Do grupo lipídico, há apenas mudanças nos níveis de triglicérides no estado alimentado. Neste caso, houve ajuste na tabela de referência. 



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