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Residencial Brisas caminha para o caos estrutural; secretário de infraestrutura e construtora são apontados pelos moradores como os principais responsáveis

A situação deve piorar ainda mais já que a previsão aponta mais chuvas para os próximos dias (Foto: 97NEWS)

Foi só cair as primeiras chuvas mais densas sob o solo brumadense que uma das obras que foi considerada até como a redenção para o sistema habitacional popular na cidade começasse a mostrar uma outra face, muito mais preocupante e que envolve uma grande soma de dinheiro público envolvido. A obra em questão é o Conjunto Residencial Brisas I, II, III e IV, os quais em seu todo possuem cerca de 900 residências populares, as quais foram entregues em uma cerimônia inaugural em janeiro deste ano que foi presidida pelo governador Rui Costa. Porém, passado cerca de um ano, o sonho da casa própria para as cerca de 900 famílias está se transformando a passos largos para um grande pesadelo, tanto que alguns já afirmam que será um grande “filme de terror”. O 97NEWS já realizou algumas matérias que corroboram para esse pensamento e, na manhã desta sexta-feira (18), novas denúncias e reclamações dos moradores chegadas à nossa redação, apontam que a situação pode atingir um nível de gravidade muito alto. Segundo eles com as últimas chuvas muitas casas foram atingidas pela lama e pela água devido as canaletas que foram construídas para fazer o escoamento são muito estreitas e, com a agravante, de que muitos proprietários construíram em cima das mesmas, o que fez com que a enxurrada viesse de forma arrasadora. Eles ainda alegam que a rede de esgoto foi construída de forma equivocada, ligada à rede pluvial dos bairros Dr. Juracy e São Jorge, o que fez com que o sistema não suportasse e rompesse. Porém a pior asseveração feita pelos moradores é que os culpados dessa situação que beira o caos estrutural, já que algumas residências já estão rachando, seriam o secretário municipal de infraestrutura, que teria permitido as construções irregulares, os populares “puxadinhos”, que seriam terminantemente proibidos pela Caixa Econômica Federal, a principal responsável pela obra; e a própria construtora E2 Engenharia, que teria a função social de dar a manutenção por cinco anos, mas que, mesmo tendo outro empreendimento, desta feita particular, ao lado, também não teria tomado providências até o momento. Vale ressaltar que o terreno onde esse empreendimento vem sendo realizado seria, inicialmente, para fazer parte do conjunto Brisas, mas, não se sabe o motivo pelo qual ele acabou tendo a sua função modificada. A obra que deve ter ficado em torno de R$ 50 milhões de reais, - já que cada residência é estimada em cerca de R$ 60mil -; em apenas um ano, vem mostrando sérios problemas e, caso não sejam tomadas medidas urgentes, o local, que era para ser um símbolo dos novos tempos na área da habitação popular, poderá se tornar no futuro num conjunto fantasma. Veja abaixo fotos da situação que é denunciada pelos moradores: 



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