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E-mail de Cunha pode revelar prova de corrupção na Petrobrás

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) (Foto: Reprodução)

A conta de e-mail “sacocheio@” é um dos caminhos para a Operação Lava Jato provar que o dinheiro guardado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tinha como origem recursos desviados da Petrobrás. O operador de propinas do PMDB Fernando Antonio Falcão Soares, o Fernando Baiano, apontou em sua delação premiada que o deputado usava o “sacocheio@” para se comunicar com ele. Fernando Baiano diz que foi desse e-mail que o presidente da Câmara enviou para ele uma planilha com dados sobre valor devido de propina de navios-sonda. O lobista, preso desde dezembro de 2014, em Curitiba, na Operação Lava Jato, apontou sua própria conta de e-mail onde estaria gravada a mensagem de Eduardo Cunha. A Procuradoria-Geral da República busca a mensagem nos e-mails de Fernando Baiano, a partir de quebra de sigilo autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira referência a uma suposta propina de US$ 5 milhões destinada a Cunha na contratação de navios sonda da Petrobrás em 2005 e 2006 foi feita pelo lobista Júlio Gerin Camargo, que também fechou acordo de delação premiada com a força-tarefa da Lava Jato. Ele disse ter sido ‘pressionado’ pelo deputado, em 2011, durante reunião em um escritório no Leblon, zona sul do Rio, para quitar parcelas em atraso da propina. Fernando Baiano participou desse encontro. Em sua delação, Baiano confirmou a reunião e a pressão exercida pelo deputado. O presidente da Câmara negou o recebimento da propina, mas a Procuradoria-Geral acredita que rastreando ‘sacocheio@ usada pelo deputado poderá encontrar mais uma prova importante. “O depoente (Baiano) recebeu por e-mail de Eduardo Cunha referente a uma divergência entre os valores devidos por Júlio Camargo”, relatou Fernando Baiano, que abriu mão do sigilo de sua conta de e-mail, no Canadá.



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