O Ministério dos Transportes encaminhou à Agência Nacional de Transportes Terrestres a proposta final para renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), considerada atualmente a maior malha ferroviária do país, com 7.220 quilômetros de extensão. O novo contrato prevê investimentos de R$ 27,6 bilhões ao longo dos próximos 30 anos. A negociação foi construída entre o governo federal e a concessionária VLI, empresa formada por Vale, Brookfield, Mitsui & Co., BNDESPar e fundos de investimentos. Com a renovação, a FCA passará a operar 4.110 quilômetros de linhas férreas, devolvendo 3.110 km considerados inativos, deficitários ou sem viabilidade econômica. Os recursos obtidos com indenizações e operação da malha deverão ser reinvestidos na própria ferrovia. A Bahia aparece como um dos principais focos estratégicos do novo acordo. Entre os investimentos prioritários estão o contorno ferroviário de São Félix, o traçado ferroviário de Licínio de Almeida e obras de adequação no trecho entre Tocandira (MG) e Brumado, corredor considerado estratégico para o transporte de cargas. Outro trecho mantido na concessão será o corredor Corinto–Aratu, ligando Minas Gerais à Bahia. A concessionária terá de promover substituição completa de trilhos, troca de dormentes e modernização operacional da linha. Segundo o Ministério dos Transportes, cerca de R$ 9 bilhões serão destinados exclusivamente a projetos ferroviários prioritários no eixo Minas-Bahia.
Renovação da FCA prevê R$ 27,6 bilhões e coloca Bahia no centro da malha ferroviária nacional
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Foto: Divulgação Os estudos apresentados durante as negociações também detalham investimentos de grande porte em território baiano: R$ 1,4 bilhão para o contorno ferroviário de São Félix; R$ 1,6 bilhão para intervenções em Licínio de Almeida; R$ 6,2 bilhões para implantação de bitola mista entre Tocandira e Brumado, visando integração com a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL). A devolução de trechos também envolve linhas históricas espalhadas pelo país. Entre os segmentos que sairão da concessão estão Divinópolis–Engenheiro Bhering (MG), Alagoinhas (BA)–Propriá (SE), Recreio (MG)–Campos (RJ), Itaboraí (RJ)–Vitória (ES), Pirapora–Buritizeiro (MG), Roncador (GO)–Brasília (DF), Engenheiro Bhering–Varginha (MG), Barra Mansa (RJ)–Garças (MG) e Barra Mansa–Angra dos Reis (RJ), além de diversos ramais industriais. A nova modelagem altera o perfil dos investimentos ferroviários. Em vez de priorizar compra de locomotivas e vagões, o foco passará a ser a recuperação estrutural dos trilhos e da infraestrutura ferroviária. Somente na chamada “via permanente” deverão ser aplicados cerca de R$ 8,2 bilhões. O acordo ainda prevê obras de redução de conflitos urbanos em 46 municípios, incluindo construção de passarelas, viadutos e intervenções para diminuir acidentes ferroviários. Além do transporte de cargas, a renovação abre espaço para implantação futura de trens de passageiros em alguns corredores da malha ferroviária nacional.






















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