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Justiça envia a júri popular nesta terça-feira (18) acusado de tentar matar homem por ciúmes em Brumado

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A Justiça decidiu, nesta terça-feira (18), levar a júri popular Adonai Santos Dias, acusado de tentar matar Átila Alves Gomes por motivo de ciúmes. O crime ocorreu em 28 de março de 2021, na Vila Presidente Vargas, em Brumado. A decisão de pronúncia reconheceu que há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria, requisitos para que o caso seja julgado pelo Tribunal do Júri. Adonai permanece preso preventivamente. Conforme o processo, ele teria surpreendido Átila na rua, sacado um revólver e efetuado três disparos. Nenhum deles atingiu a vítima, que conseguiu escapar após correr, cair e fingir-se de morta — estratégia que acredita ter sido decisiva para sobreviver. Testemunhas relataram que a namorada do acusado tentou contê-lo para evitar novos tiros. Ao imaginar que havia matado Átila, Adonai fugiu em um carro. A vítima afirmou em juízo que essa foi a segunda tentativa registrada naquele mês: cinco dias antes, quatro tiros foram disparados contra seu veículo. Ele acredita que o acusado pensava que ele estivesse dentro do automóvel. Segundo Átila, o motivo seria ciúmes, já que ambos tiveram envolvimento com a mesma mulher. A investigação aponta ainda um histórico de ameaças, inclusive pelas redes sociais. Dois policiais militares ouvidos no processo confirmaram que localizaram Adonai cerca de meia hora após os disparos, em um carro com uma mulher e uma criança. O revólver calibre 38 apreendido estava com dois cartuchos intactos, e os agentes afirmaram que o acusado demonstrava comportamento agressivo. Há divergências nos relatos de Janice, ex-esposa de Adonai, e Raquel, atual namorada. Na delegacia, Raquel contou que viu o acusado atirar motivado por ciúmes, mas, em juízo, mudou sua versão e disse não ter visto arma. Janice declarou que ouviu os disparos e ouviu Raquel gritar para que Adonai parasse, embora não tenha presenciado a direção dos tiros. Em interrogatório, o réu admitiu ter atirado, mas alegou que os disparos foram para o alto. Disse também que Átila estaria armado com uma faca, o que não foi confirmado por nenhuma testemunha. Ele negou ter feito ameaças anteriores. O Ministério Público defendeu a pronúncia por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, destacando o ciúme como motivação, o uso de arma, a direção dos tiros e o fato de a vítima só não ter sido atingida por circunstâncias alheias à vontade do agressor. A defesa buscou desclassificar a acusação para disparo de arma de fogo, alegando que não haveria intenção de matar. No entanto, a Justiça acolheu o entendimento da acusação e manteve a prisão preventiva, citando risco de reiteração criminosa e o histórico do acusado. Com a pronúncia, o processo segue agora para julgamento nesta terça-feira (18) pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida.



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