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Internações por acidentes de trânsito sobrecarregam o SUS na Bahia e geram gastos milionários

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

O Sistema Único de Saúde (SUS) tem enfrentado uma pressão crescente nos últimos anos em decorrência dos altos índices de acidentes de trânsito. Na Bahia, os números são alarmantes. Apenas em 2024, 17.452 pessoas foram internadas em unidades de saúde após se envolverem em sinistros, de acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), obtidos pelo Metro1. O volume expressivo de pacientes tem impactado diretamente o funcionamento da rede pública de saúde. Somente no mês de janeiro deste ano, 473 internações foram registradas por acidentes nas vias baianas. O cenário reflete um problema nacional: no Brasil, os custos diretos com sinistros de trânsito para o SUS somam R$ 3,8 bilhões, segundo estudo da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) em parceria com a Associação Brasileira de Medicina de Emergência (Abramede). Na Bahia, o custo médio por paciente internado chega a R$ 1.119,45. Com base nesse valor, os gastos já ultrapassam R$ 19,5 milhões em 2024 — e os números continuam a crescer. A maior parte das vítimas é composta por homens jovens com menos de 30 anos, e os motociclistas lideram esse triste ranking. Eles representam 75% das internações por acidentes no estado. Os dados da Sesab coincidem com o panorama observado pela Transalvador, que aponta as motocicletas como os veículos mais envolvidos em sinistros na capital. Além dos custos financeiros, o impacto sobre o sistema de saúde é significativo. A alta demanda por leitos e procedimentos especializados contribui para o congestionamento da regulação hospitalar, comprometendo o atendimento a outros pacientes. Segundo a Sesab, qualquer internação pode influenciar na ocupação de recursos e limitar o acesso a cuidados essenciais. Nos últimos dez anos, entre 2014 e 2024, o número de internações por acidentes de trânsito quase dobrou na Bahia — um aumento de 87%. A imprudência no trânsito, o consumo de álcool, a falta de uso de capacetes e cintos de segurança continuam sendo fatores agravantes na ocorrência de sinistros. Para tentar conter essa sobrecarga, o governo estadual inaugurou em 2024 o Hospital Ortopédico do Estado da Bahia, uma unidade especializada em casos de alta complexidade. O hospital já atende a pacientes de todo o estado e, diariamente, mais da metade dos atendimentos são voltados a vítimas de acidentes. Outra iniciativa é o Programa Vida no Trânsito, que atua com ações de fiscalização, prevenção, educação e segurança viária com o objetivo de reduzir mortes e lesões graves em decorrência de sinistros. Ainda assim, o desafio persiste: enquanto a cultura da imprudência prevalecer nas ruas, o SUS continuará pagando a conta — em cifras e em vidas.



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