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Brumado: Audiência discute intolerância religiosa e ataques a religião de matriz africana

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A Sociedade Floresta Sagrada e o Castelo do Alto De Xangô, realizou na manhã desta quinta-feira (11), em Brumado, uma Audiência Pública sobre intolerância religiosa e ataques a religião de matriz africana. Participaram do encontro Defensoria Pública, Procuradoria Geral da União, Polícia Civil, 21ª Subseção OAB, diversas lideranças religiosas e fiéis umbandistas e candomblecistas. Com a mesa composta pelas autoridades, o sacerdote Diona de Xangô iniciou o encontro destacando a importância de discutir a intolerância e o racismo religioso também no interior da Bahia. "Os ataques vem acontecendo na Floresta Sagrada e no Castelo há muitos meses, e não podemos baixar a cabeça, é um problema de todos, é um problema da democracia. Então, é importante trazer essa discussão para Brumado, no qual a gente escute e veja quem está falando. São pessoas, são corpos presentes. Vivemos um avanço conservador, nazista, de um setor de expressão política e religiosa que nega as divergências e diversidades. E isso se expressa com determinadas populações, como os povos de matriz africana", o sacerdote ao site 97NEWS. 

 

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A ouvidora externa da Defensoria Pública do Estado da Bahia, Sirlene Assis, destacou que a violência contra os povos de santo tem também motivações racistas. "A Bahia é racista, o Estado brasileiro ele foi estruturado no racismo. Então a cultura negra ela é importante pra vender, pra trazer turismo, mas quando a gente fala de efetivação dos direitos, e essa população negra é negado o direito do território, o direito a terra. Isso é um processo histórico", disse a ouvidora. Já o Procurador da República, André Viana, defendeu propostas concretas para apoiar o segmento. "Precisamos resgatar esse esquecimento histórico que a gente tem, partir mais pra um momento de aceitação, de diversidade, enriquecimento cultural. Esse caso é emblemático, é local, é em Brumado, mas é uma realidade nacional esse racismo esse ódio. Então a presença das autoridades é pra mostrar o compromisso das instituições", avaliou.

 



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