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Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Parados há mais de dois anos, mesmo com o retorno das aulas presenciais nas escolas no segundo semestre deste ano, e as viagens intermunicipais, muitos motoristas não voltaram ao trabalho. Segundo a categoria, com relação ao transporte escolar, apesar do retorno em 100% das aulas, não há demanda para o serviço. Já as viagens entre municípios voltaram a acontecer, mas com a demanda de passageiros bem menor do que era antes da pandemia. Há vários meses sem a principal fonte de renda, parte dos motoristas vendeu seus veículos, enquanto outros tiveram que buscar novas atividades no mercado de trabalho. Porém, as dificuldades provocadas pela pandemia, se tornaram agravantes. Quem conseguiu uma nova colocação no mercado de trabalho está ganhando menos. Com uma experiência de 30 anos no setor, Deusdete José Silva, 64 anos, ficou sem passageiros após o início da pandemia, já que as viagens entre municípios, foram canceladas por conta das restrições da Covid-19. 

 

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Para conseguir uma nova fonte de renda, Deusdete passou a vender milho verde cozido nas ruas de Brumado. Hoje, com o dinheiro que ganha, o motorista tenta fazer o negócio ser lucrativo. "Todos os dias eu venho para as ruas e vendo bastante, só que o lucro não é muito por conta do custo. Gás tá caro, o milho verde subiu de preço, enfim. Mas a gente tira uns troco e paga as dívidas", comemora. Ele ainda conta que durante a madrugada continua realizando viagens aos municípios vizinhos, porém, com poucos passageiros. "Ainda faço umas viagens para Vitória da Conquista e Livramento, mas as vezes só venho com cinco ou seis passageiros. O que só paga o combustível", relata José. Para conquistar os clientes, Deusdete vende a espiga de milho cozido a R$ 3 a unidade. Caso o cliente preferir, pode levar duas por R$ 5.

 



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