ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Venha para a Terça e Quarta Verde da Central das Carnes

Brumado: Motociclista fica ferido após perder controle da moto na rotatória da Avenida Centenário

Senado aprova aumento de penas para furto, roubo e receptação Fonte: Agência Senado

TSE aprova restrições para uso de IA nas eleições de 2026

TCM-BA suspende pregão de R$ 783 mil da Prefeitura de Lagoa Real após denúncia de irregularidades

Caminhonete colide contra poste e deixa centro de Livramento sem energia

Brumado: CIPRv recupera veículo com restrição de circulação durante fiscalização

PRF inicia implantação de internet via satélite em viaturas na Bahia

Incêndio atinge Hospital Municipal de Ibipitanga e pacientes são transferidos

Incêndio atinge correspondente bancário no início da noite em Brumado

Carreta tomba na BR-030 entre Caetité e Brumado; carga ficou espalhada nas margens da rodovia

Professor é preso suspeito de abusar de alunas durante 'Operação Sala Segura' em Piripá

Dupla é detida com arma, drogas e motocicleta adulterada durante ação da RONDESP Sudoeste em Brumado

Brumado: CIPRv apreende entorpecentes após fuga de suspeitos na BA-148

Asfalto ameaça ceder na BA-142 entre Ituaçu e Barra da Estiva após fortes chuvas

Operário morre após explosão em pedreira na zona rural de Paramirim

Clínica Santa Clara: Sua saúde garantida em qualquer lugar que você trabalhar

Jovem é baleada após briga motivada por ciúmes em Feira de Santana

Brumado registra 366 mm de chuvas no primeiro bimestre de 2026, aponta levantamento pluviométrico

Concurso da Adab tem inscrições reabertas na Bahia com 200 vagas e salários de até R$ 7,4 mil


Brasil: Oposição investiga repasse de dinheiro federal para laboratórios produzirem hidroxicloroquina

Foto: Reprodução

Os senadores que fazem parte da CPI da Covid pretendem investigar se dois dos principais laboratórios do país usaram recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a produção de hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia no tratamento contra a Covid-19 e defendido pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo o site Metro1, documentos que embasam a apuração, as fabricantes assinaram ao menos quatro pedidos de empréstimos, que totalizam R$ 283 milhões. Todos os contratos foram firmados em 2020, a maioria com a pandemia já em andamento, apontam as movimentações. Uma das farmacêuticas, a Apsen buscou R$ 153 milhões em financiamentos do banco federal. A EMS, por sua vez, solicitou R$ 129 milhões. A fabricante tem em seu portfólio outras drogas sem efeito comprovado para o coronavírus, como o vermífugo ivermectina, que passou a compor o “kit covid” do chamado tratamento precoce. Para obtenção do dinheiro público, as duas companhias afirmaram que destinariam os aportes para a ampliação e reforma de suas unidades industriais, incluindo a produção de medicamentos. De acordo com a reportagem, ambas as farmacêuticas negaram empregar recursos do BNDES na fabricação de hidroxicloroquina. Em nota, a Apsen informou, por meio de sua assessoria, que os emprestimos foram destinados para expansão da área de pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e da área industrial, “para preparar as áreas produtivas no suporte ao plano estratégico dos próximos anos”.

De acordo com o comunicado, dos pedidos de financiamentos firmados, o BNDES aprovou somente dois contratos de empréstimos. “Da solicitação feita em 27/06/2019 foram autorizados R$ 94,8 milhões, que tiveram os valores liberados de forma faseada. A empresa recebeu, até o momento, duas parcelas de R$ 20 milhões, liberadas nos dias 16/03/20 e 27/11/20. A segunda solicitação, feita em 30/08/19, teve contrato assinado em 16/06/20 no valor de R$ 58,9 milhões. Desse total, foram liberados, até o momento, R$ 12,35 milhões no dia 15/10/2020”, informou. “A Apsen reforça que nenhuma parte dos empréstimos cedidos, seja pelo BNDES ou por qualquer instituição financeira, foi utilizada na produção, pesquisa ou qualquer ação relativa à hidroxicloroquina. A Apsen é uma empresa apartidária e não apoia ou financia nenhum partido ou figura política. Seus executivos não têm vínculos pessoais ou profissionais com o atual presidente da República ou qualquer outro político”, reiterou a farmacêutica. Também em nota, a EMS disse que obteve, em 2020, financiamento para construção de uma nova fábrica de oncológicos injetáveis, expansão de linhas de embalagem de medicamentos sólidos e reconstrução do almoxarifado em seu complexo fabril de Hortolândia. A companhia afirma ainda que  o enquadramento dos projetos e a solicitação de empréstimo foram feitos em 2019, com contrato assinado em fevereiro do ano passado. "A empresa esclarece, portanto, que nenhum pedido teve relação com a produção de sulfato de hidroxicloroquina." O BNDES confirmou ao site que a Apsen contratou, entre 2013 e 2020, três financiamentos. Segundo o banco, dois desses empréstimos (que somaram R$ 109.851.366,00) destinavam-se a financiar gastos com pesquisa e o desenvolvimento da empresa, enquanto o terceiro crédito, da ordem de R$ 58.959.174,00, tinha como objeto a expansão da capacidade produtiva e de embalagens. No caso da EMS, a instituição financeira diz que o projeto financiado contempla a ampliação de plataformas produtivas, bem como da capacidade de embalagem e armazenagem, no valor de R$ 81.363.000,00. "Dentre as plataformas produtivas previstas no projeto não se inclui a fabricação de medicamentos sólidos, portanto o financiamento não pode ser destinado à fabricação de comprimidos de cloroquina. Esse pedido foi protocolado em 11/10/2019, e a operação foi contratada em 10/02/2020, também antes de se relacionar cloroquina à Covid", respondeu a empresa.

 



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário