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Brumado: Moradores denunciam aterro de represa na Lagoa do Arroz; 'tenho toda documentação', afirma empresário

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Moradores da comunidade de Lagoa do Arroz, zona rural de Brumado procuraram a reportagem do site 97NEWS para reivindicar a paralisação do aterro de uma lagoa na comunidade. Além de julgar um crime contra o meio ambiente, a comunidade alega que o serviço realizado por um empresário da cidade contribui para que os problemas naturais se tornem mais presentes no dia-a-dia dos moradores. Entre eles, está a ausência de escoamento das águas da chuva, e, consequentemente, a possível inundação de casas da comunidade. "Essa lagoa foi a prefeitura que fez para os moradores da comunidade utilizar a água para fins de higiene pessoal, porque na época, nós não tínhamos água tratada. Depois veio a água da Embasa", afirma Maria Elena que mora há 40 anos na comunidade. De acordo com a moradora, toda vez que chove eles enfrentam problemas de inundação por conta dos riachos que também foram aterrados ao longo dos anos. "Esse fato da lagoa não é exclusivo, já enfrentamos problemas com às chuvas porque aterraram os córregos que descem da serra e passa pela comunidade", diz Elena. 

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Conforme ela, a preocupação maior é com a lagoa da comunidade que margeia a BA-148. "Pedimos ao empresário que não faça esse aterro porque nós vamos ser prejudicados no futuro. Essa lagoa recebe um fluxo de água muito grande e, com o bloqueio ela nãao vai ter por onde sair", disse a moradora. De acordo com ela, os órgão de Meio Ambiente e Infraestrutura foram alertados sobre o assunto, mas a comunidade não obteve respostas. "O secretário de Meio Ambiente veio aqui, mas afirmou que o problema seria de responsabilidade da infraestrutura", afirma. O site 97NEWS falou com o dono do terreno o qual esclareceu a obra obedece todos os requisitos da Lei e que não há risco de alagamentos. "Essa obra eu iniciei em dezembro do ano passado, e segue todos os protocolos do Meio Ambiente, tanto que eu tenho uma licença que permite e demarca um limite até onde eu possa está aterrando a lagoa. Os moradores podem ficar tranquilos, que não tingimos nem 15% da lagoa, não há risco de alagamento. Aqui os fiscais acompanham todos os dias essa obra, está tudo dentro da Lei", esclarece o empresário José Luis Santos de Amorim.

 



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