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'A arte está morrendo em Brumado'; afirma fundador do grupo Arte Viva, Aroldo Coelho

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio a cultura brumadense, e que já arrastava uma crise por falta de políticas públicas antes da Covid-19. Sem espaços culturais, ou até mesmo incentivos financeiro, artistas buscam outras alternativas para sobreviverem. É o caso de Aroldo Coelho, fundador do grupo "Arte Viva", que há 40 anos aprendeu e ensinou sobre o mundo da arte em Brumado. "Começamos o trabalho com a professora Maria Iranildes no projeto [mobral], onde o meu primeiro espetáculo foi o [Sítio do Picapau Amarelo] onde eu interpretava o Visconde. Esse espetáculo foi dirigido e adaptado por Maria Iranildes", disse Coelho. Segundo o artista, de lá para cá, o grupo não parou, inclusive com o lançamento de um livro por Ezequias Araújo, o "Alto da Gamela" em 1983. "Nesse ano trabalhamos em cima do livro de Ezequias". De acordo com o cultivador da arte, ao longo dos anos ele já realizou diversas oficinas e ministrou aulas de teatro em escolas públicas do município. Atualmente com oito integrantes no Arte Viva, Aroldo lamenta a crise da pandemia da Covid-19, mas espera com ansiedade o retorno das atividades. "Assim que a pandemia acabar nós vamos voltar com os nossos ensaios e levar alegria às escolas", conta. Há sete meses sem nenhuma atividade, Aroldo relata que mesmo após a crise da doença, a arte em Brumado, poderá ter seus dias de luto. "O baque foi muito grande por conta da pandemia. Mas já vinhamos arrastando com esse movimento há muitos anos por falta de incentivo. Infelizmente não temos alguém que nos represente politicamente falando", disse o artista que ainda completou que jamais pensaria em viver este momento. "Não esperaria isso, infelizmente a arte em Brumado está morrendo", finaliza.



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