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Brumado: Ex-vereador usa as redes sociais e critica atualização do IPTU; 'até a casa do cachorro vai ter que pagar', escreveu

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Um texto escrito pelo advogado e ex-vereador Weliton Lopes, tem dividido opiniões em Brumado. Tudo porque, Lopes resolveu criticar a postura do município, ao enviar cartas a população informando ao dono do imóvel que ele deve procurar a prefeitura para atualizar sua área construída. Em certo momento do texto, o ex-vereador escreveu: IPTU: Incidência Também Sobre a Casa do Cachorro, se referindo o método utilizado pela empresa contratada pelo município para medir o terreno via fotos aérea. O que segundo o ex-vereador, no software utilizado, qualquer área que estiver construída no quintal das residências, incluindo a 'casa do cachorro', será calculada no imposto. “A medida da área construída, por ser realizada através de uma vista aérea, ela é realizada com base no telhado do imóvel. Portanto, inclui a casa de máquinas, a casa do cachorro, os pergolados, os toldos, os beirais, às estufas para plantas, etc. fazendo com que, se não corrigidas, pagaremos o IPTU até da casa do cachorro, por exemplo”, escreveu. De fato, o assunto ganhou as redes sociais e muito provavelmente está longe de se encerrar. O advogado chama a atenção ainda para o geoprocessamento, que segundo a empresa foi realizado via aeronave tripulada, no qual ex-vereador questiona. “Eu ainda não vi, e até agora não soube que ninguém tenha visto, nenhuma aeronave sobrevoando nossa cidade e capturando centenas ou milhares de imagens, necessárias para geração dos produtos cartográficos utilizados no processamento, em software específico, para chegar às medidas dos imóveis e logradouros”, diz o advogado. Por fim ao término do seu artigo divulgado nas redes sociais, Weliton escreveu. “Outra questão é o custo benefício para o Poder Público. O valor pago a empresa é vantajoso e de retorno garantido? Para se ter uma ideia, a receita do IPTU prevista no orçamento de 2018 era de R$ 4,5 milhões; mas a arrecadação foi de R$ 3 milhões, então como pode contratar uma empresa para atualizar os imóveis por R$ 4,2 milhões ainda?”. O advogado finaliza o texto chamando a atenção para os vereadores, “com a palavra os nossos representantes do Legislativo, sobretudo quanto a substituição dos nobres legisladores pela tecnologia para elevar os valores do multicitado tributo sem ao menos uma discussão na Casa da Cidadania”.



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