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Brumadinho: Polícia identifica seis falsos desaparecidos em lista de vítimas

Foto: Divulgação l Bombeiros

Desde o dia 25 de janeiro, quando a barragem da Vale se rompeu na mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), a Polícia Civil de Minas Gerais já pediu a retirada de 17 nomes da lista de desaparecidos. A tragédia deixou 224 mortos, até o momento. Três destes nomes foram retirados da lista na última sexta-feira (5). No final de semana os desaparecidos passaram de 75 para 69. Mais três mortos foram identificados. Segundo a Polícia Civil, dos 17 nomes retirados, 11 tinham erros de grafia, estavam duplicados ou eram de pessoas que estavam vivas e não haviam comunicado às autoridades, seis foram por estelionato. Em um dos casos identificados, um homem vindo de São Paulo alegava ter perdido o irmão na tragédia. Ele chegou a ter DNA coletado para ajudar na identificação do corpo, conseguiu passagens, hospedagem e alimentação custeados pela Vale e estava prestes a encaminhar um requerimento para pedir o pagamento de R$100 mil feito às famílias que perderam parentes na tragédia. A polícia descobriu ainda que o falso desaparecido era foragido da Justiça de Santa Catarina, onde tinha um mandado de prisão aberto por homicídio. Os dois irmãos foram presos. Como ninguém sabia quantas pessoas poderiam ter sido mortas ou atingidas pela lama após o rompimento, isso abriu oportunidade para que inserissem os nomes falsos. Quase 70 dias depois do desastre, com a lista diminuindo, a polícia pretende investir mais no trabalho de investigação sobre cada um dos desaparecidos. Entre os 69 nomes, há 18 pessoas cujos familiares ainda não compareceram ao Instituto Médico Legal (IML), em Belo Horizonte, para fazer a coleta de DNA para a identificação das vítimas. 



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