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Brumado: População mantém tradição centenária das 'Folias de Reis'

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

Do Oriente, uma estrela apareceu anunciando a toda gente que o menino Jesus Cristo nasceu. A história conhecida em todo o mundo é o marco do calendário, principalmente na Bahia. Em todo o estado, os festejos que relembram a natividade fazem parte da cultura, identidade e religiosidade do povo. De 24 de dezembro até o dia 06 de janeiro, Dia de Reis, podendo se estender até o dia 20, a tradição repassada pelo exemplo ganha lugar nas casas e nas praças de Brumado. É a folia de reis, que relembra, por encenações e cantos, o feito de Baltazar, Gaspar e Belchior. Como em muitos lugares do Sertão, em Brumado, a tradição vem se desfazendo ao longo dos anos, mas mesmo assim, alguns brumadenses ainda relutam para mante-la de pé. A exemplo do Sr. Nelson, na região de Campo Seco, que para ele as folias são manifestações importantes da cultura local, mas a forma popular de relembrar o nascimento de Jesus. “Desde criança, meu pai era folião”, conta. O amor pela folia foi repassado de geração para geração. Para que a tradição permaneça é o exemplo que faz com que a meninada, em tempos de internet, se interesse pela folia. “É difícil colocar um menino novo junto, mas a gente põe no meio e pede para ele tocar um pandeiro. Os meninos gostam da festa”, diz Sr. Nelson. 

Foto: Luciano Santos l 97NEWS

A história do Terno de Reis em Brumado já é antiga. “Eu sempre tive na vida a menção de preservar e resgatar as nossas tradições”, conta Osvaldo de Oliveira, que mantém a tradição ha 50 anos. Ele defende que o mais importante é a mensagem que o Terno de Reis transmite. "Quando entra o mês de dezembro e janeiro, e a gente não ver essa folia, ficamos todos para baixo. Mas quando temos a oportunidade de assistir, ficamos alegre", revela Osvaldo. Para que a festa ocorra é preciso a bandeira, conduzida com todo o respeito e devoção por um folião. Aos tocadores cabe entoar os cantos e rezas. Eles são acompanhados pelos caixeiros, que, por meio do som da caixa, chamam os foliões para a festa. O líder é o guia da folia, quem é responsável pela alvorada, giro e entrega da folia. “É o guia que determina quem deverá fazer as obrigações. É uma pessoa de reverência, de respeito, de dignidade que aprendeu a guiar a folia com geração passada e ensina a geração imatura”, afirma Elza Oliveira Fernandes. Há cinco anos, José Aparecido, aguarda as apresentações. Ele começou como tocador de caixa, e hoje já segue entoando os cantigas. Todos os anos, ele vem com um grupo de Arrecife, zona rural do município, para se apresentarem nos bairros de Brumado e depois seguirem para a Igreja Matriz, encontro final da apresentação.



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