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Brumado: E o protesto venceu o nativismo

(Fotocomposição: 97NEWS)

Uma das definições mais lógicas da palavra protestar seria “se revoltar contra alguém ou alguma coisa” e foi justamente isso que pode definir o quadro das eleições deste domingo (07) em Brumado, pois o voto de protesto foi o grande diferencial do pleito. O símbolo maior foi o candidato do MDB, Manoel Rodrigues Filho, o “Carcará do Sertão” que cravou 9.887 votos nas urnas, ou seja, um resultado expressivo para um candidato que marchou sozinho, sem grupo e ainda tinha sob si as “sombras nefastas” de Geddel, tanto que o próprio Lúcio Vieira Lima não se reelegeu. A votação expressiva de Carcará, “bate de frente”, com o sentimento de nativismo político, que, ao contrário de Guanambi, é muito forte. Não que Carcará não fosse um legítimo filho da terra, esse não é o ponto crucial e sim que a sua eleição era muito improvável, prova é que o próprio Lúcio não se elegeu, e outra, todos sabiam que somente os votos de Brumado não seriam suficientes para lhe dar uma cadeira na ALBA, então, o condão para a sua expressiva votação (9.887), foi, inquestionavelmente, o protesto contra o atual modelo político vigente no município. A questão não é criticismo político, mas sim a defesa dos interesses da terra, pois, agora, com o resultado das urnas, Brumado acaba ficando sem um representante na ALBA, já que Vitor Bonfim, que se elegeu com folga, hoje é considerado adversário ferrenho do atual prefeito Eduardo Vasconcelos, que, para muitos foi o grande derrotado das urnas. Outro fator foi a votação inexpressiva do candidato local a deputado federal “Manelão”, que estava forte nas “bancas de apostas” e que tinha sob si a previsão de no mínimo 15 mil votos, mas acabou tendo somente 6.508. Neste mosaico, Carlinhos Moura, foi uma grata surpresa, obtendo com uma campanha modesta 2.530 votos. Por fim, o protesto foi mais forte que o sentimento de nativismo, que é defender a sua terra com “unhas e dentes” como fez o povo de Guanambi, dando expressivas votações aos seus candidatos. Ontem, assim que os resultados das urnas foram confirmados teve muita comemoração na cidade pela derrota dos candidatos locais, o que é algo para ser questionado, pois, provavelmente isso só aconteceu aqui, sendo mais uma para entrar na galeria “têm coisas que só acontecem em Brumado”, dando ainda um ar provinciano a uma cidade que tinha tudo para se tornar um grande polo regional, mas que, mais uma vez, acabou perdendo o “bonde da história”. Então, será que o protesto valeu a pena?. Pode ser que para a leitura momentânea não, mas ficou claro que o desenho político local deverá mudar, pois o protesto simboliza que a forma de fazer política está ultrapassada e que mudanças podem vir por aí. Usando de uma figura lúdica, o inesquecível Chapolin Colorado e sua célebre frase de imaginário infantil, só nos resta a dizer “quem poderá nos defender?”.



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