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Produção industrial baiana registra recuo de 15%, terceiro maior do país

Foto: Sérgio Figueiredo

Descontados os efeitos sazonais, a produção industrial na Bahia recuou 15% em maio, em comparação com abril. Esta foi a terceira maior queda registrada dentre os 15 estados pesquisados pelo IBGE. O resultado representa uma retração mais intensa que a nacional, que foi de 11%. O resultado de maio e abril foi o terceiro pior para a indústria baiana, na comparação com ajuste sazonal, desde que foi iniciada a nova série da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE, em janeiro de 2002. Ficou acima apenas das retrações de novembro de 2003 (-18%) e abril de 2009 (-17%). Frente a abril, a produção industrial caiu em 14 das 15 áreas investigadas pelo IBGE. Frente a maio de 2017, a produção industrial baiana também teve forte queda (-13%), a terceira mais intensa dentre as áreas, e pouco mais que o dobro da média nacional (-6%). O recuo na produção industrial da Bahia, na comparação com maio de 2017, foi resultado de desempenhos negativos tanto na indústria extrativa quanto na de transformação, com retração em todas as 11 atividades pesquisadas separadamente no estado. O principal impacto negativo veio da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, que teve o maior recuo no mês (-33%), com forte influência da produção de automóveis. A segunda influência mais importante foi a do setor de celulose, papel e produtos de papel, que registrou queda de 19%, mas tem peso importante na estrutura industrial baiana. E a fabricação de produtos alimentícios (-15%) foi a terceira influência mais forte no sentido de puxar a indústria baiana para baixo em maio, com destaques negativos para a produção de farinha de trigo, de cacau ou chocolate em pó sem açúcar ou edulcorantes, e de açúcar cristal.



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