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Brasil: Exército gastou R$ 9,8 mi em operações só no primeiro mês de intervenção no RJ

Foto: Domingos Peixoto l O Globo

O Exército Brasileiro tem sido questionado por alguns especialistas em segurança por ter gastado R$ 9.876.269,29 em operações ostensivas durante o primeiro mês da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro. Entre 19 de fevereiro e 25 de março, foram nove ações das Forças Armadas, que envolveram homens do Exército. O gasto, saiu do orçamento do Ministério da Defesa e não inclui o montante de R$ 1,2 bilhão destinado pelo governo federal à intervenção. A maioria das operações teve como objetivo desobstruir vias e fazer cercos a favelas para tentar combater o tráfico de drogas e de armas, além de prender procurados pela Justiça. Segundo o Gabinete de Intervenção Federal (GIF), a meta era restabelecer a ordem e a sensação de segurança dos moradores das áreas afetadas. Segundo os especialistas, o valor corresponde apenas às ações emergenciais ligadas à Garantia da Lei e da Ordem (GLO), chamadas pelo Exército de "Furacão". Esse tipo de operação já vinha sendo feita nos últimos anos. Segundo o Exército, os principais gastos incluem alimentação, combustível, material de consumo, manutenção de viaturas e deslocamentos. "Numa análise ampla, todos os objetivos vêm sendo alcançados porque eles constituem etapas intermediárias e necessárias para atingir os objetivos principais da intervenção federal", afirmou o órgão, por meio de nota. 

Foto: Luis Kawaguchi l UOL

Questionado sobre sobre os resultados das nove primeiras operações sob intervenção, o coronel Roberto Itamar, porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal, afirmou que há questões que não se mensuram "apenas com presos e apreensões". A intervenção não gastou nada do R$ 1,2 bi que o governo federal disponibilizou", disse Itamar.  Ainda de acordo com o porta-voz, tudo que foi feito nos primeiros cem dias de intervenção foi gerencial, de estruturação e com a colaboração do governo do estado. "Uma das primeiras compras da intervenção que devem aparecer, de material, é o de coletes balísticos, porque antes da intervenção já tinha as especificações, o processo já estava em andamento. Outros materiais devem demorar um pouco mais", complementou.



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