ÚLTIMAS NOTÍCIAS:

Bahia registra alta de casos de SRAG em crianças e entra em nível de alerta, aponta Fiocruz

CIPRv recupera veículo com restrição durante fiscalização na BA-262 em Brumado

Deputado Vitor Bonfim manifesta solidariedade à prefeita Joanina Sampaio após ataque a tiros na BA-152

Prefeita de Livramento de Nossa Senhora escapa de atentado a tiros na BA-152

Acidente na Ponte do Bairro São Félix trava trânsito e reacende críticas à imprudência em Brumado

Idoso morre após ataque de abelhas na zona rural de Brumado

Rotary Club de Brumado participa de seminário de liderança no Oeste Baiano e reforça compromisso com impacto social

Tragédia na Chapada Diamantina: acidente na BA-148 deixa oito mortos e três feridos

Condenado por homicídio há 25 anos é colocado em liberdade após decisão judicial em Brumado

Caminhão sem freios utiliza área de escape e evita acidente na BA-142, em Ituaçu

Agricultor desaparece após viagem a Brumado para resolver pendência no INSS

Motociclista morre após acidente em estrada vicinal na zona rural de Dom Basílio


Rombo da Funcef: Dívida trabalhista da Caixa pode chegar em R$ 6,3 bilhões

Foto: Luciano Santos l 97News

Ações trabalhistas contra a Caixa podem resultar em uma perda adicional de R$ 6,35 bilhões para a Funcef, fundo de pensão dos funcionários da estatal. Aposentados, pensionistas e empregados da ativa acusam o banco de não pagar horas extras ou exigem a incorporação de remunerações por função de confiança e gerência, o que acarreta revisão do valor a ser pago em aposentadorias e pensões. Na prática, o funcionário da Caixa que ganha a ação na Justiça passa a receber uma aposentadoria maior do que o salário-base que o banco lhe pagava e sobre o qual contribuía. Hoje, a Funcef arca com essa diferença. Um dos planos que estão no centro da disputa (o REG/Replan saldado), já tem um rombo de R$ 5,4 bilhões, sendo um quarto disso de ações trabalhistas. O outro (REG/Replan não saldado) teve um déficit de R$ 1,2 bilhão em 2016, quase metade oriundo de passivos trabalhistas. Rombos seguidos fazem com que os participantes desses dois planos tenham de pagar contribuições extras para evitar um colapso futuro no fluxo de benefícios. Por considerar que as condenações judiciais têm reforçado o déficit, a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) quer que o banco banque sozinho esse custo. A Funcef diz que as próprias entidades de funcionários estimulam o ingresso dessas ações, potencializando o prejuízo. A Caixa não comentou.

O fundo de pensão da Caixa já incluiu no balanço financeiro um total de R$ 2,4 bilhões referentes a causas com condenação provável, que devem resultar em custo maior com benefícios. Mas há outros R$ 12,7 bilhões em passivos trabalhistas que não foram incluídos nas contas do Funcef até o fim do ano passado, segundo levantamento da Fenae. O valor é 67% maior do que o de 2015 e metade disso (R$ 6,3 bilhões) é considerado passível de perda, ou seja, pode afetar as contas do fundo de pensão. Uma decisão judicial que resulte em aumento no valor do benefício cria um "buraco" no plano, uma vez que a contribuição não foi devidamente recolhida. Se ninguém se responsabiliza por esse aporte adicional, a conta é repartida entre os participantes, ou seja, o banco e seus funcionários. "Caixa e Funcef não autorizaram que os funcionários contribuíssem sobre função de confiança e horas extras, não é justo que eles arquem com isso agora", diz a diretora de Administração e Finanças da Fenae, Fabiana Matheus. Segundo ela, a Caixa já faz sozinha o aporte necessário quando algum beneficiário ganha na Justiça causas envolvendo auxílio-alimentação e plano de saúde, por exemplo. A entidade quer estender esse entendimento às demais questões de litígio entre a Caixa e os funcionários. A Funcef disse que os déficits decorrem do momento econômico e de eventuais perdas sofridas com investimentos, mas que o "aumento de demandas judiciais agrava a situação". Com informações do Estado de São Paulo.



Comentários

    Nenhum comentário, seja o primeiro a enviar.

Deixe seu comentário