O ataque ao terreiro de candomblé, alvo de tiros no bairro Olhos D'água, em Brumado, na última sexta-feira (7), ocorreu após a divulgação de um evento marcado para o final do mês (veja aqui). Nenhum suspeito ainda foi preso. Segundo a 20ª Coordenação de Polícia do Interior (20ª Coorpin), seis disparos atingiram o portão do terreiro, que fica na Rua Djalma da Silva Leite. Na noite dos disparos, integrantes do terreiro Ilé Alákélú Asé Fépé Oké estavam em uma função religiosa, com filhos de santos recolhidos para a obrigação de orixá e de iniciação religiosa. Conforme relato prestado à polícia, um dos membros do terreiro dormia quando foi despertado por uma série de tiros durante a madrugada. Inicialmente, ele associou o barulho aos fogos de artifício, devido à época de festas juninas. Mas no dia seguinte, percebeu que havia marcas de tiros.
Brumado: Babalorixá de terreiro alvo de tiros afirma que ataque ocorreu após convite para evento
Foto: Divulgação l 20ª Coorpin
Foto: Divulgação Em depoimento, o representante do espaço, Ivo de Oyá, afirmou que teme por novos ataques, apesar de não ter suspeitas de quem cometeu o crime, já que nem problemas com vizinhos existia. “Isso ocorreu logo depois de eu soltar um convite para uma festa que vai acontecer no próximo dia 22. Eu não posso dizer que foi alguém de alguma religião. Eu não quero é ser estatística de violência. A polícia nos atendeu muito bem, e agora nós esperamos que quem fez isso seja localizado o mais rápido possível”, disse o candomblecista. Pai Ivo de Oyá afirmou que nunca ocorreu algo parecido antes contra o terreiro em que atua há cerca de dois anos.
Foto: Luciano Santos l 97NEWS Esse não é o primeiro ataque a terreiros de candomblé no município. Desde 2019, o Castelo Alto de Xangô, localizado na Avenida Lindolfo Azevedo Brito, o qual tem como babalorixá, Pai Dionata de Xangô, vem sofrendo ataques de intolerâcia religiosa (veja aqui). Ao longo desses anos, além do Centro Religioso, uma área denominada Floresta Sagrada vem sendo alvo de ataques como depredação de imagens religiosas e até desmatamento e mortes de animais silvestres. O sacerdote Dionata de Xangô fez diversos Boletins de Ocorrência na Polícia Civil e denunciou os casos ao Ministério Público da Bahia.
