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Brumado: Família cobra justiça por morte de lavrador atropelado em quiosque no distrito de Itaquaraí; acusado será julgado em março

Foto: Reprodução

O julgamento do homem acusado de provocar a morte do lavrador Edvan Bernardes, em um caso que teve ampla repercussão nacional (veja aqui), está marcado para o próximo dia 19 de março. O crime ocorreu em setembro de 2023, no distrito de Itaquaraí, zona rural de Brumado, quando um motorista embriagado invadiu um quiosque em uma praça pública, atingindo várias pessoas. Na ocasião, Edvan não resistiu aos ferimentos e morreu. Outras quatro pessoas que estavam no local também ficaram feridas. Desde então, familiares e amigos da vítima aguardam o desfecho judicial do caso e têm reforçado o pedido por justiça. De acordo com relatos da família, o acusado seria um homem considerado perigoso e teria agido de forma intencional. Os parentes sustentam a tese de que o atropelamento não foi um acidente, mas sim um ato proposital, o que, na avaliação deles, caracteriza homicídio. “Apelamos que as autoridades tomem providências”, afirmou a família em manifestação pública. Segundo os familiares, momentos antes do crime, o suspeito teria se envolvido em uma discussão com o proprietário do quiosque. Após o desentendimento, ele teria retornado ao local e lançado o veículo contra a estrutura de forma consciente, supostamente motivado por vingança. A morte de Edvan Bernardes provocou forte comoção na comunidade de Itaquaraí e em toda a região de Brumado. O lavrador deixou dois filhos pequenos, além de familiares que, desde o ocorrido, convivem com a dor da perda e a expectativa pelo julgamento. O réu foi preso após o crime e permanece à disposição da Justiça. O julgamento deverá ocorrer no Tribunal do Júri, que será responsável por decidir se o acusado será condenado ou absolvido das acusações. A expectativa da família e da comunidade é que o processo represente uma resposta judicial ao caso, considerado um dos episódios mais marcantes dos últimos anos na região. Ainda na época, o Delegado responsável pelo caso, o Dr. Fábio Lago, afirmou que se trata de um crime doloso, ou seja, cometido com a intenção de matar. "Houve tentativa de homicídio, houve lesões corporais, todas dolosas. Em momento algum, entendemos que houve um acidente. A partir do momento em que o cidadão toma a iniciativa de beber, de tirar a esposa e o amigo de dentro do carro antes de praticar o evento criminoso e vai para a praça onde estão pessoas inocentes e, de forma determinada, com o carro em alta velocidade e direção fixa, foi um crime premeditado e frio", disse ao site 97NEWS em setembro de 2023 (veja aqui).



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