Campus da Uneb de Brumado se torna ‘palco de horrores’

O polo brumadense da Uneb acabou sendo destaque na mídia baiana (Foto: Marcos Paulo / 97NEWS)

O campus XX da Uneb de Brumado acabou protagonizando matérias de grande repercussão midiática que veio deixar ainda mais preocupada a comunidade estudantil brumadense, já que, várias incertezas pairam sobre o polo universitário. Após ter confirmada a não realização do vestibular de Direito para o ano de 2016, sendo que muitos apostam todas as fichas que o curso não retornará; nesta quarta-feira (04), dois novos episódios vieram corroborar para um “palco de horrores” no campus. O primeiro teve como alvo o diretor Manoel Castrillon, o qual foi afastado por uma ação judicial, na qual estão especificadas inúmeras acusações que teriam sido praticadas por ele, inclusive o atraso no envio da documentação para que o vestibular do Curso de Direito não fosse realizado para o ano de 2016. Além disso, o outro fato que foi considerado mais grave, que não tem ligação direta com a universidade, mas que, por tabela acabou respingando na entidade, foi a autuação, pela Polícia Federal, de dois funcionários que trabalham no campus de Brumado, os quais estão compondo uma investigação feita pela PF que foi chamada de “Operação Reprovados”, onde um esquema para aprovação em concursos públicos federais estaria tendo um “braço forte” no município de Brumado. A notícia caiu como uma bomba na cidade e fez com que Brumado fosse mais uma vez manchete na mídia baiana. Para finalizar o endereço do campus irá mudar para o antigo Shopping Appio, com um aluguel que poderá ser maior que o atual, porém com o ponto positivo de muito mais espaço, mas ai, cria-se um paradoxo, pois com a possibilidade da suspensão do Curso de Direito e com a demanda em baixa para o Curso de Letras, o campus poderá ter mais salas do que alunos. Este seria o retrato da educação universitária em Brumado, que deveria ter, a exemplo de Caetité e Guanambi, vários cursos públicos, mas, caminha na contramão, podendo perder o pouco que tem por falta de uma representatividade que defenda com “unhas e dentes” os interesses dos brumadenses, criando um cenário negativo para um município que deveria estar em franco progresso.