Baiano de 10 anos conquista 3º lugar em vestibular de Engenharia Mecânica em Fortaleza

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O baiano Marcelo Gomes Viana Lopes, de apenas 10 anos, conquistou o terceiro lugar no vestibular para o curso de Engenharia Mecânica da Universidade de Fortaleza (Unifor), no Ceará. O resultado foi divulgado no último dia 2 de outubro e surpreendeu a família, que atualmente mora na capital cearense. Conhecido nas redes sociais como Marcelinho Ensina, o garoto relatou que ficou nervoso durante a prova, realizada pela primeira vez em sua vida. “Não vou mentir, fiquei nervoso porque era meu primeiro dia fazendo o vestibular e também porque a universidade era gigante, tinha pessoas bem mais velhas que eu”, contou.  Aos seis anos, Marcelinho foi aceito na Intertel, sociedade internacional que reúne pessoas com resultados elevados em testes de inteligência. Na ocasião, avaliações realizadas por especialistas indicaram um quociente de inteligência (QI) de 138 na Escala Wechsler. Desde muito pequeno, ele demonstrava facilidade para aprender. Começou a falar aos seis meses de vida e foi alfabetizado aos dois anos. Aos seis, já se dedicava à matemática, estudava inglês, francês e espanhol, fazia aulas de desenho e desenvolvia jogos eletrônicos. Em 2024, Marcelinho e os pais deixaram Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, e se mudaram para Fortaleza após o menino conquistar uma bolsa de estudos integral no Colégio Farias Brito, instituição conhecida pela preparação de estudantes para vestibulares concorridos. A decisão de prestar vestibular aos 10 anos partiu do próprio estudante. Atualmente no 7º ano do ensino fundamental, ele pesquisou as possibilidades e decidiu tentar Engenharia Mecânica, curso escolhido também por influência do pai, o perito criminal Marcelo Viana Barbosa Lopes, formado na área pela Universidade Federal da Bahia (Ufba). Além do resultado na Unifor, Marcelinho também foi aprovado neste ano na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), instituição voltada à formação de alunos para a carreira militar na Força Aérea Brasileira. A seleção era destinada a candidatos com idades entre 13 e 21 anos e abordava conteúdos do ensino fundamental II. Apesar da aprovação, ele não pôde prosseguir no processo por causa da idade. O menino afirma que pretende seguir carreira na área de ciências exatas e tem um objetivo ambicioso para o futuro: tornar-se astronauta. Apesar da rotina de estudos e das conquistas acadêmicas, Marcelinho procura manter atividades comuns à sua idade. Entre os passatempos estão jogar videogame e RPG com os amigos, brincar com a cachorrinha, nadar e praticar jiu-jítsu. Para a família, o compromisso é continuar apoiando a curiosidade e a vontade de aprender do menino, respeitando também seu desenvolvimento e sua infância.