Bahia transfere cinco líderes de facções para presídios federais de segurança máxima

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Detentos são apontados pelo governo estadual como integrantes de organizações criminosas envolvidas com tráfico de drogas e armas, homicídios e lavagem de dinheiro Cinco detentos apontados pelo Governo da Bahia como lideranças de facções criminosas foram transferidos para presídios federais de segurança máxima em Porto Velho (RO) e Campo Grande (MS). A operação foi realizada nas últimas horas e contou com a participação de órgãos estaduais e federais. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), três dos presos são ligados a uma facção de origem carioca e são investigados por tentativas de estabelecer domínio territorial em diferentes localidades baianas. Os outros dois seriam integrantes de um grupo que mantém parceria com uma organização criminosa de São Paulo. A dupla também é investigada por possível envolvimento no desvio de coletores balísticos do Exército Brasileiro. De acordo com o governo estadual, os cinco detentos são apontados como envolvidos em crimes relacionados ao tráfico de drogas e armas, mortes violentas, lavagem de dinheiro e corrupção de menores. A transferência foi articulada pela SSP-BA, pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), pelo Ministério Público e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

Medida baseada na Lei Antifacção

O governo baiano informou que a transferência para unidades federais de segurança máxima está respaldada na chamada Lei Antifacção, que entrou em vigor em março deste ano. Em declaração divulgada pela SSP, o secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que o Estado pretende impedir a atuação de organizações criminosas sobre os territórios baianos. “Jamais permitiremos que o Estado seja subjugado por faccionados”, afirmou o secretário. A transferência de presos para unidades federais de segurança máxima é utilizada em casos considerados de maior risco para a segurança pública, especialmente quando há necessidade de reduzir a capacidade de articulação de lideranças criminosas a partir do sistema prisional.