A Bahia aparece como o terceiro estado brasileiro com maior número de focos de calor registrados entre os dias 5 e 11 de julho de 2026, segundo o informe semanal Monitoramento de Incêndios Florestais para Vigilância em Saúde, divulgado nesta terça-feira (21) pelo Ministério da Saúde. No período, foram contabilizados 122 focos no estado. O levantamento faz parte do AdaptaSUS, Plano Nacional de Adaptação do Setor Saúde às Mudanças Climáticas, e reúne informações sobre focos de calor, qualidade do ar e população potencialmente exposta à fumaça. O objetivo é orientar as ações das equipes de vigilância em saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos provocados pelos incêndios florestais. Em todo o país, foram registrados 1.153 focos de calor distribuídos em 15 estados. O Tocantins liderou o ranking nacional, com 227 ocorrências, seguido por Mato Grosso, com 181. Depois da Bahia, aparecem Maranhão (119) e Pará (115). Minas Gerais registrou 71 focos, Mato Grosso do Sul 63, Piauí 57, Goiás 38, Amazonas 21, Espírito Santo e Ceará 19 cada, Pernambuco 18, Paraná 15 e Acre 13. De acordo com o Ministério da Saúde, o monitoramento ocorre durante a atuação do fenômeno El Niño, que pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do país. Dependendo da intensidade, o fenômeno favorece períodos de estiagem, temperaturas elevadas e cria condições favoráveis para a ocorrência e propagação de incêndios florestais. A pasta alerta que a redução da umidade do ar e a fumaça gerada pelas queimadas aumentam os riscos à saúde, especialmente para crianças menores de cinco anos, idosos acima de 60 anos e gestantes, que devem buscar atendimento médico ao primeiro sinal de sintomas respiratórios ou outros problemas de saúde. Pessoas com doenças cardíacas, respiratórias ou imunológicas também devem manter os tratamentos em dia, garantir o acesso aos medicamentos e procurar assistência médica caso haja agravamento do quadro clínico. Sempre que possível, o Ministério recomenda evitar a permanência em áreas mais afetadas pela fumaça. O informe também acompanha os níveis de material particulado fino (MP2,5), formado por partículas com até 2,5 micrômetros de diâmetro, capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório. A exposição a esse poluente está associada ao aumento de doenças respiratórias e cardiovasculares, tornando o monitoramento um importante instrumento para a proteção da saúde da população.
Bahia registra 122 focos de calor e está entre os estados mais afetados por incêndios florestais, aponta Ministério da Saúde
Foto: Luciano Santos l 97NEWS 